“SOU MAIS AMIGO E MAIS IRMÃO DOS MILITARES DO QUE MUITOS AÍ ESTÃO A CAUSAR MEDO” afirma Domingos Simões Pereira

Domingos Simões Pereira – DSP, lider do Partido Africano para Indipendência da Guiné e Cabo-Vede(PAIGC), no seu website nesta manhã, reagiu sobre a sua relação com os militares, e afirmou que um político tem que manter alguma distância dos quartéis, para assegurar uma relação transparente e regulamentada.

Ressaltou que só o facto dele ter estudado na antiga União Soviética, concretamente em Odessa, cidade com uma importante academia militar, lhe proporcionou conhecimento de um número bastante alargado dos atuais oficiais das Forças Armadas. Outros, sobretudo da sua geração, foram os colegas do liceu e, portanto da sua convivência e amizade.

Este lider politico confessou que, nos últimos tempos tem recebido conselhos e críticas sobre o seu presumível distanciamento, logo convertido por muitos em indiferença, para com as Forças Armadas e seus principais lideres.

“Refleti profundamente sobre isso, hesitei muito se este é o melhor momento para abordar um tema deveras sensível, mas concluí que, para corrigir erros e percepções desviadas, não há melhor tempo do que o presente” Afirmou DSP.

Ainda enfatizou que, sempre reservou uma honra sincera aos Combatentes da Liberdade da Pátria, um grande respeito ao serviço militar, e uma visão clara de que a paz e a estabilidade interna na Guiné-Bissau passam sem sombra de dúvidas por uma reforma bem-sucedida nas Forças Armadas que vai devolver dignidade a quem pôs sua vida em linha, pela nossa liberdade e independência e pelos que continuam a servir e proteger a soberania do país.

Lembrou que enquanto chefe do governo da IX legislatura e no quadro do programa Terra Ranka, desenhou um enquadramento para os militares e seus dependentes de forma a reduzir substancialmente, e se possível eliminar, o fosso de diferenciação social ainda existente.

” Propus e assumi capacidade para proporcionar aos militares, condições de vida nas casernas e serviço, comparáveis a outros lugares de referência no mundo” Explicou lider de PAIGC.

Este antigo Primeiro Ministro guineense, ressaltou que nos 13 meses que durou a sua governação, os militares sentiram a diferença que se produziu e questões como restrições alimentares nos quartéis ou falta do combustível ficaram nos assuntos do passado.

De acordo com Domingos Simões Pereira, com os feitos na sua governação junto dos militares, disse que pode afirmar sem qualquer receio de desmentido, que absolutamente todos os nomes grandes da hierarquia militar são conhecidos e muitos deles considerou de amigos.

O lider do PAIGC acrescentou ainda que os laços de amizades com as pessoas nas forças armadas são as principais razões de distânciamento para poder assegurar que não interfere nos assuntos que não são de natureza política, para poder ter condições de, no exercício de cargos públicos, dispor de liberdade para representar e exercer a autoridade necessária.

CAP GB/CP/

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