SINJOTECS questiona o papel do PGR face aos acontecimentos contra liberdade de imprensa e de expressão na Guiné-Bissau

Sindicato de Jornalistas e Liga Guineense dos Direitos Humanos, questionam o papel do procurador-geral da república sobre os acontecimentos contra liberdade de expressão na Guiné-Bissau.

O pronunciamento das duas organizações foram feitas esta segunda-feira, 3 de Maio de 2021, em declaração conjunta alusivo à dia Internacional da Imprensa.

Em declaração, a Presidente de Sindicato Nacional dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação social, Indira Correia Baldé, pediu ao presidente da república, de sumir o papel de padrinho da liberdade de expressão e da imprensa na Guiné-Bissau.

Baldé apela o chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló, promulgar a lei da carteira profissional dos Jornalistas aprovado pelo conselho de ministros.

Os órgãos de comunicação social na Guiné-Bissau e no mundo são verdadeiros pilares da democracia, nenhum país pode ser chamado democrático sem ter órgãos de informação independente e jornalistas livres para produzir conteúdos de acordo com as normas estabelecidas, defendeu Correia Baldé.

Por sua vez, o presidente da Liga Guineenses dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva, disse que, o país perdeu 18 lugares em termo de classificação no ultimo relatorio de repórteres sem fronteiras.

O responsável, exige as autoridades nacionais o cumprimento integral das suas obrigações nacionais e internacionais no que diz respeito à proteção dos direitos das pessoas.

Entretanto, o Bastonário da ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau, António Nhaga falou da necessidade de implantação das normas no setor de comunicação social como forma de reduzir as violações que o país vem assistir nos últimos tempos.

Em entrevista a CAP-GB, Nhaga defende que não existe a liberdade de expressão e da imprensa na Guiné-Bissau.

“Não temos leis que protegem os profissionais de imprensa vão continuar a ser vítimas, justificou”.

A mesmo propósito Guterres pede a todos os governos que façam mais pela liberdade dos media.
O secretário-geral das Nações Unidas assinalou o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa com uma mensagem divulgada no Twitter.

António Guterres refere que, em muitos países, os jornalistas continuam a enfrentar muitas dificuldades ao seu trabalho e exorta todos governos a fazerem mais pela liberdade dos media.

“Em demasiados países, correm grandes riscos pessoais, incluindo novas restrições, censura, abusos, perseguição, detenção e até morte, simplesmente por fazerem o trabalho deles. E a situação continua a piorar”, recordou.

De salientar que, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é celebrado anualmente a 3 de maio e visa lembrar os governantes da necessidade de respeitar os profissionais deste setor e também enviar a memória daqueles que perderam a vida na procura da informação e da verdade.

A data foi criada em 20 de Dezembro de 1993 e proclamada na 26° sessão da conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a ciência e a Cultura “UNESCO” em Paris, no ano de 1993.

Texto: Martinho Mendes (MM)

Autor: CAP-GB

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