Senegal: “negado” o pedido de Ousmane Sonko da autorização de saída do país

Colocado sob supervisão judicial, na sequência da queixa da massagista Adji Sarr que o está a processar por violação e ameaças de morte, o líder do Pastef, Ousmane Sonko, apresentou na passada segunda-feira, através de um dos seus advogados, Bamba Cissé, um pedido de permissão para abandonar o território.

O pedido foi dirigido ao juiz do segundo gabinete de investigação do Tribunal de Primeira Instância de Dakar, que está encarregue do caso. Justifica-se pelo facto de Sonko ter sido convidado para os “Generosos Estados da Eco”, (futura moeda única da Cedeao), que se realizam de 26 a 28 de Maio de 2020 em Lome, Togo. Dado que, no contexto da informação judicial, para qualquer acção a empreender, o juiz de instrução deve solicitar o parecer do Ministério Público, que é o mestre da acusação, o juiz do segundo gabinete, Abdoulaye Assane Thioune, informou o Procurador da República, Serigne Bassirou Guéye.

Na quarta-feira passada, o Procurador tinha dito não a este pedido. De acordo com a opinião do Sr. Assane Diomba Ndiaye, contactado por telefone, para este caso particular, se o Procurador se opuser e o juiz decidir atribuir o sésamo a Ousmane Sonko, o Mestre da acusação pode recorrer. Este último, segundo o advogado, não tem “nenhum efeito suspensivo”. A participação de Ousmane Sonko no simpósio, para o qual se esperam 300 participantes, é portanto suspensa por decisão do Juiz Thioune, que actua como juiz do primeiro gabinete, o falecido Samba Sall. “Mas esta questão do efeito suspensivo coloca um debate judicial”, disse Assane Diomba Ndiaye.

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