Saúde: 667 crianças morre em cada cem mil nascidos na Guiné-Bissau

Por: Martinho Mendes

Os dados foram avançadas esta sexta-feira, 18-03-2022, por Mie Akumura em representação Organização Mundial de saúde (OMS), na atelier sobre validação do estudo de conhecimento, atitudes e práticas sobre o aborto seguro e autocuidados ligados a saúde reprodutiva na Guiné-Bissau.

A responsável disse que, a Guiné-Bissau representa uma taxa de mortalidade materno das mais elevada no mundo que é estimado em 667 por cada cem mil nascidos.

Segundo Akumura, a mortalidade neonatal em si so ceifa vida a 35 mil crianças o que corresponde a 44% de todas as mortes de menores de cinco anos.

Perante estes dados, Mie Akumura afirma que, é pertinente assegurar a prestação de saúde reprodutiva incluindo aborto inseguro, cuidados apoios o aborto de alta qualidade de acordo com as leis do país.

Mie Akumura, revelou igualmente, que a África representa 29% de abortos inseguros a nível mundial.

Na mesma ocasião, Mama Mané, em representação do ministério da saúde pública, tem um número contrário que subscreve, que os dados estatísticos dão conta que, a Guiné-Bissau figura entre os países com maior índice neonatal no mundo, revelando que cada cem mil crianças nascidos novecentos morrem.

“Em 2017 apontamos 900 mortes por cada 100 mil criação nascidos vivos de acordo com os dados de Mix 5 o que representa uma pouca diferença dos dados aqui expostos”, assumiu.

Mané sustenta ainda que, uma das causas motivo da elevada taxa de mortalidade, está ligada à não hospitalização das mulheres, a inflação depois do aborto, Cancer de mama, gravidez precoce assim como no momento de parto.

Entretanto, o diretor nacional de Enda Santé, Mamadú Aliu Djaló, revelou o escassez dos recursos humanos no domínio da saúde reprodutiva.

“A Guiné-Bissau carece de quadros no domínio da saúde reprodutiva, o número de parteiras no país está abaixo do parâmetro aceitável e recomendada e também por falta de especialidades nomeadamente médicos e necrologistas” revelou.

Segundo Mamadú Djaló, o país precisa de melhorar a parte de recursos humanos segundo ele constitui um dos pilares do plano nacional do desenvolvimento sanitário, salientando que não havendo técnicos e informações estratégicos, o país terá dificuldades de dar respostas.

Decorre durante todo dia de hoje, num dos hotéis de Bissau, o ateliêr sobre validação do estudo de conhecimento atitudes e práticas sobre o aborto seguro e autocuidados ligados a saúde reprodutiva na Guiné-Bissau, conta com a participação de técnicos de saúde, ONGs e Sistema das Nações Unidas e, e financiado por OMS com o apoio técnico do ministério da saúde pública.

Autor: CAP-GB

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