Quem é o milionário criminoso com o passaporte diplomatico guineense?

Por: Laércia Valeriana Insali

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Para se deslocar pelo mundo, o empresário nascido na França em 1976 (e portanto com dupla nacionalidade franco-polaca) utilizou um passaporte diplomático da Guiné-Bissau, país classificado pelos EUA de prestar este tipo de serviço aos barões da droga. No dia 10 de novembro de 2014, foi a polícia belga que detectou uma transferência de 60.000 euros de uma das empresas de Dadak para Gabriel Plaza Herrera, cônsul honorário da Guiné-Bissau, para despesas de consultoria.

O Ministério dos Negócios Estrangeiro, Cooperação Internacional e das Comunidades, qualificou ontem 25/11/2021 a noticia sobre um Individuo de Nacionalidade Francesa com um Passaporte Diplomático da Guiné-Bissau no Reino de Espanha.

Por outro lado, na mesma nota assinada pelo Secretario Geral da referida Instituição Cândido Barbosa, a representação Diplomática da Guiné-Bissau na Espanha solicitou esclarecimento da noticia e comprovativo da autenticidade do “dito” passaporte.

Portanto, a Representação Diplomática Guineense enaltece que o país detém atualmente de um sistema de emissão de Passaporte fiável com elevado nível de segurança.

Através de uma nota de esclarecimento na posse da CAP-GB, qualificou de grave noticia sobre o Passaporte da Guiné-Bissau encontrado com um individuo com históricos Criminais, em Espanha.

Dado a pertinência e preocupação com a noticia, Ministério dos Negócios Estrangeiro esclarece que está a acompanhar os esforços das autoridades do Reino da Espanha no sentido de apurar mais sobre o ocorrido.

Sublinhar que, segundo noticiou diário de noticias no seu artigo em julho de 2016, o individuo encontrado com Passaporte da Guiné-Bissau o empresário Pierre Konrad Dadak, apelidado pela imprensa espanhola como “o senhor da guerra” pelo seu papel como traficante de armas, foi preso a 14 de julho pela polícia espanhola por branqueamento de capitais e é suspeito de ter alimentado a guerra civil no Sudão do Sul entre 2013 e 2015, vendendo mais de 200 mil armas automáticas ao país em guerra, assim como lançadores de mísseis e tanques.

Ainda conforme o DN, a rede de ligações do empresário está o Clan Barresi, uma das mais perigosas organização criminosas francesas, e ainda vários políticos e dirigentes de países africanos.

Desde já, MNECI realça que a noticia se refere a um Passaporte falsificado, uma vez que as autoridades não tem qualquer dados registado que diz respeito a emissão deste passaporte no Sistema.

E Pierre Dadak chegou a ter um passaporte diplomático da Guiné-Bissau e foi recebido no aeroporto pelo primeiro-ministro do país numa das suas viagens, cujo nome não foi Citado.

Na altura, o empresário comprometeu-se a fazer grandes investimentos no país, que nunca chegou a concretizar, tendo visto o seu passaporte revogado, segundo o jornal espanhol.

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