Presidente da LGDH pede a suspensão imediata dos novos ímpostos

Por: Ussumane Baldé

A Liga Guineenses dos Direitos Humanos (LGDH) promete lutar pela afirmação do Estado de Direito na Guiné-Bissau tendo exortado o governo no sentido de suspender com efeito imediato, as cobranças de novos impostos que está a tornar mais cara a vida dos cidadãos.

A posição da organização foi manifestada está quinta-feira, 12-08-2021, no quadro da celebração de trigésimo aniversário da organização que está ser marcada com análise da atual situação política no país.

O Presidente Augusto Mário da Silva exortou o governo no sentido de suspender a cobrança dos novos impostos.

“Quero aproveitar o ensejo para exortar o governo no sentido de suspender com efeitos imediatos, a cobrança destes impostos absolutamente nocivos à vida dos cidadãos”, disse.

Da Silva denuncia ainda que continua a registar no país os discursos políticos que incentivam ódio étnico e religioso com graves repercussões na coesão nacional e nos esforços da consolidação de paz e estabilidade acrescentando que no plano económico e social, a maioria dos guineenses continua privada do acesso à énergia eléctrica, à água potável, saúde e a educação.

Façada principal da sede da organização Bissau velho

O ativista lamentou a decisão do governo guineense em criar novos impostos e taxas, numa altura em que o país e o mundo em geral deparam com graves problemas económicos e sociais, provocados pela pandemia do COVID-19.

“ Continuamos assistir ainda, violações graves dos direitos humanos das mulheres nomeadamente, mutilação genital feminina, casamento forçado, violência doméstica, enfim, atentados contra a dignidade das mulheres, sendo que o Estado simplesmente relegou estas questões a autorregulação social”, revelou.

O Presidente da Comissão Especializada Permanente para Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Administração Pública, Higino Cardoso, reconheceu que a liga continua ativo e na linha de frente na protecção dos direitos humanos no país.

Higino Cardoso

Cardoso afirma que, a liga guineense dos direitos humanos, apesar dos riscos que envolvem as actividades, conquistou o seu espaço próprio no panorama das organizações da sociedade civil guineense alcançando prestígio no plano interno e externo graças a acção corajosa, responsável e comprometida com os valores da dignidade da pessoa humana dos seus ativistas e dirigentes, o que sempre permitiu que a organização se mantenha ativo e na linha de frente da protecção dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

A Liga Guineenses dos Direitos Humanos ( LGDH), foi fundada em 12 de agosto do ano 1991, com a missão de promover e proteger os direitos humanos na Guiné-Bissau, tendo como primeiro presidente e membro fundador Fernando Gomes, o atual procurador geral da república.

Autor: CAP-GB

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