Plan Internacional: 58% das raparigas foram vítimas de assédio ou abusos através internet

O representante Interino do Plan Internacional na Guiné-Bissau, divulgou esta segunda-feira 05/10/2020, que 58% das raparigas foram vítimas de assédio ou abuso on-line (internet).

Num inquérito feito a 14.000 raparigas dos 15 aos 25 anos em 22 países, incluindo o Brasil, Benim, Estados Unidos e Índia.
Kounou, assegurou que o estudo mostrou que 58% das raparigas foram vítimas de assédio ou abuso em linha, e raparigas e mulheres jovens de todo o mundo exigem que as empresas de redes sociais tomem medidas urgentes.

“ Mais especificamente, o estudo descobriu que os ataques são mais comuns no Facebook, onde 39% das raparigas dizem ter sido molestadas. Mas ocorrem em todas as plataformas incluídas no estudo global, incluindo Instagram (23%), WhatsApp (14%), Snapchat (10%), Twitter (9%) e TikTok (6%)” relatou

Marcial Koumou, clarifica este inquérito, explicando que uma em cada cinco raparigas (19%) deixou ou reduziu significativamente a sua utilização de uma plataforma digital depois de ter sido molestada e uma em cada dez raparigas (12%) mudou a forma como se expressam como resultado da violência em linha.
As experiências de assédio em linha de raparigas e mulheres jovens”, descobre que as redes sociais são uma parte importante da vida dos jovens e são amplamente utilizadas para ativismo, entretenimento, aprendizagem e contacto com amigos e familiares.

Segundo o representante do PLAN na Guiné-Bissau, a pesquisa foi conduzida como parte da campanha global da Girls Get Equal, Plan International para um mundo onde raparigas e mulheres jovens têm o poder de ser líderes e moldar o mundo à sua volta. Como parte da campanha, raparigas de todo o mundo escreveram uma carta aberta ao Facebook, Instagram, TikTok e Twitter para exigir formas mais fortes e mais eficazes de denunciar abusos e assédios.

De salientar que, as raparigas e crianças da Guiné-Bissau também participam nesta campanha, apelando ao fim da violência e ao empenho das organizações do sector das comunicações em criar melhores condições de segurança para os utilizadores de plataformas digitais.

Na Guiné-Bissau, os testemunhos das raparigas, mostram que esta é uma realidade bem conhecida.
Neste sentido, o Plan International apresenta uma solução na qual todos, assinando a carta aberta online, podem exigir que as plataformas digitais líderes mundiais assumam a responsabilidade de melhorar o sistema existente para maior segurança para todos: famílias, pais, crianças e as suas comunidades.
“A exclusão de raparigas de espaços online é extremamente desmotivante num mundo cada vez mais digital, e dificulta a sua capacidade de serem vistas, ouvidas e tornarem-se líderes”

Por outro lado, Kounou expressou que, Com o COVID-19, leva os jovens a passar uma grande parte do seu tempo online, e com a melhoria substancial do acesso à Internet em todo o mundo, é tempo e urgente que as plataformas digitais se envolvam e protejam os seus utilizadores.

Durante o discurso, Kounou pronunciou ainda que, o tipo de ataque mais comum é o uso de linguagem abusiva ou insultuosa, relatado por 59% das raparigas que foram assediadas, seguido de tentativas deliberadas de constrangimento (41%), críticas à sua aparência física (vergonha corporal) e ameaças de violência sexual (39% em ambos os casos). E a outra questão que as raparigas enfrentam em linha é o assédio, 39% dos inquiridos afirmaram que isso diminui a sua auto-estima; 38% deles dizem que isso cria stress mental e emocional; 18% deles confessam que isso pode causar problemas na escola.

“Preocupa-me que muitos pais e tutores não estejam interessados na vida em rede social dos seus filhos; eles simplesmente não se importam quando os seus filhos se envolvem em violência online. Embora isto seja mau para a sociedade, até à data não está regulamentado e, mais cedo ou mais tarde, irá afetar as crianças e os seus pais. Por conseguinte, é importante que os pais e tutores se envolvam mais nas questões de prevenção e proteção dos seus filhos em relação à utilização de plataformas digitais” proferiu uma mulher de 16 anos da Guiné-Bissau que contou aos investigadores

Face a estes problemas, encoraja o Estado da Guiné-Bissau a considerar a possibilidade de adotar e implementar leis específicas contra a violência baseada no género em linha e assegurar que as raparigas vítimas tenham acesso à justiça.

Sublinhar que, a declaração foi feita no quadro de assinatura do Memorando de Entendimento com o Instituto da Mulher e da Criança, uma instituição que desempenha um papel fundamental na definição de políticas e estratégias para o bem-estar das mulheres na Guiné-Bissau.

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