Pescas: ministro chama atenção que será implacável contra os agressores do ecossistema marinho e a sua biodiversidade

Por: Epifania Correia Gomes

Ministério das pescas promoveu ateliêr para apresentação dos resultados da campanha sobre a melhoria da seletividade de artes de arrasto e redução das capturas indesejadas na ZEE da Guiné-Bissau.
 
Durante abertura da cerimónia esta segunda-feira 29.11.2021, o Ministro das pescas, Mário Fambé, disse que a realização desta campanha da seletividade de artes de arrasto visa reduzir as capturas indesejadas na zona económica exclusiva (ZEE) do país.

“Esta iniciativa se enquadra em mais um esforço desta instituição, pois, em que os resultados serão importantes para determinar as características técnicas e seletivas dos aparelhos de pesca, visando assim reduzir a proporção dos stocks capturados e diminuir a percentagem das rejeições e das capturas indesejáveis nas águas da Guiné-Bissau”, garantiu o ministro.
 
Ainda Fambé assegura que o ministério na qual dirige será implacável na observação da lei assim como outras atividades ilícitas suscetíveis de provocar efeitos negativos ao ecossistema marinho e a sua biodiversidade, que segundo ele têm observado nos últimos tempos percentagem elevadas de indivíduos pequenos nas descargas efetuadas para o abastecimento do mercado.
 
Por outro lado o responsável das pescas guineense, assevera que a degradação dos habitats provocada pela atividade de pesca, suscita cada vez mais preocupações, sobretudo ao Estados costeiros, cujas suas economias são fortemente dependentes da extração do recurso natural.
 
“A organização das nações unidas nos alerta que muitas áreas de pesca atingiram já o seu potencial máximo em termos de pescado, e que cerca de 30% dos stocks de peixes já estão a ser pescados no nível máximo, aalem disso cerca de 57% estão totalmente explorados” disse Fambé.
 
Por fim Mário exorta o centro de investigação pesqueira aplicada (CIPA) e a direção geral das pesca industrial e do serviço nacional de fiscalização e controlo das atividades de pesca (FISCAP) para reforçarem medidas de controlo das capturas tanto no alto mar como no Porto.
 
 
Por sua vez o diretor geral do centro de investigação pesqueira aplicada (CIPA) Jeremias Francisco Intchama, o estudo de seletividade permite comparar as dimensões dos espécies-alvo obtidas, determinar as diferentes espécies retidas na rede e determinar o rendimento de cada malha na rede, permite escolher as características das artes de pesca que atuam apenas sobre a faixa populacional ideal, a fim de obter uma exploração racional e sustentável.
 
Ainda afirma que as populações precisam perceber e interiorizar que os recursos pesqueiros são finitos (acaba) mas também de estar conscientes das novas oportunidades tecnológicas e de como estas podem ajudar a preservar os recursos marinhos.
 
“ Precisamos partilhar com as populações ideias inovadoras de gestão dos recursos pesqueiros, para que atitudes de oposição não sejam vigente como se parece algumas oposições em reação a implementação do período de repouso biológico no mês de Janeiro” Frisou Jeremias Francisco Intchama  diretor geral de centro de investigação pesqueira aplicada (CIPA).

De lembrar que de acordo com os dados da FAO, indica que no início deste século, em cada ano, aproximadamente noventa milhões de toneladas de peixes são capturadas no mundo, constituindo a maior fonte de abastecimento de proteínas animal recolhida para o consumo humano.

Autor: CAP-GB

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