Partidos agrupados no espaço de concertação inquietos com a vinda de tropas da CEDEAO

Por: Martinho Mendes

Os sete partidos do espaço de concertação Democrática, o partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde ( PAIGC), União para Mudança ( UM), Assembleia do Povo Unido partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Movimento Democrático Guineense ( MDG), Partido da Convergência Democrática (PCD), Partido Social Democrata ( PSD) e o Movimento Patriótico (MP), manifestam contra a decisão da CEDEAO de enviar militares ao país segundo quais visam proteger “interesses estranhos” a Guiné-Bissau e do povo.

A posição foi tornada pública esta quarta-feira, 09-02-2022, em conferência de imprensa realizada na sede nacional do PAIGC em Bissau.

Os chefes de estado e do governo da CEDEAO decidiram enviar militares para a Guiné-Bissau para apoiar a estabilização do país, após de uma tentativa do golpe de Estado no dia 1 de fevereiro corrente quando um grupo armado invadiu o Palácio do governo onde decorria a reunião de Conselho de ministros e que resultou em 11 mortos segundo o Governo.

Em comunicado lida na voz do Armando Mango deputado eleito na lista de APU-PDGB, os partidos do espaço de concertação Democrática tomaram conhecimento da decisão da CEDEAO, a pedido do governo que consideraram ilegítima, de um contingente alegadamente para apoiar na estabilização do país, acrescentando que nenhuma força da CEDEAO foi enviada para países onde foram efetivados golpes de Estado lembrando que foi próprio presidente Sissoco decidiu afastar as forças de Ecomib que estavam sediadas no país.

No comunicado, os partidos denunciam decisão da vinda de forças da CEDEAO, que para eles visa proteger interesses estranhos na Guiné-Bissau, a mudança do regime para um sistema presidencialista e o acordo assinado com o Senegal para exploração do petróleo.

Partidos condenaram sem reserva toda e qualquer tomada do poder através de golpe e exigem, a realização de um inquérito independente sério e conclusivo envolvendo a sociedade civil guineense e da comunidade internacional.

Lamenta a morte prematura de jovens elementos das forças de segurança afectos às autoridades e apresenta as famílias o sentimento de solidariedade e pesar.

No mesmo comunicado, os partidos responsabilizam as atuais autoridades pelas instabilidades em que o país se encontra a violação da Constituição da República e as leis, ausência de justiça, corrupção é as greves que têm paralisado o funcionamento dos sectores de ensino e da saúde.

O espaço de concertação dos partidos alerta o presidente senegalês Macky Sall, para as graves consequências que possam advir da sua persistência em prosseguir com a implantação do acordo de exploração de petróleo após o mesmo ser dada como invalida pela ANP.

Ainda o comunicado, condena com veemencia o assalto e vandalização da Rádio Capital FM e exige a investigação e responsabilização dos atores do ato que considera de cobarde e criminoso.

Por outro lado o espaço de concertação reconhece a necessidade de garantir a segurança sanitária das populações mas ao mesmo tempo condena a recente declaração de Estado de alerta do covid-19 segundo qual são manobras de impedir a realização do seu X°congresso.

Autor: CAP-GB

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