OPINIÃO: PROBLEMAS E DESAFIOS DE INFRA-ESTRUTURAS DE TRANSPORTE NA GUINÉ-BISSAU

POR: Mestre Estevão Barbosa balí

Este artigo pretende analisar o papel dos transportes e as dificuldades no dia-a-dia da população guineense duma forma individual, mas também das empresas de transportes e os proprietários individuais. O artigo se propõe apresentar algumas ideias para superar dificuldades que os intervenientes enfrentam em termos de infra-estruturas e a gestão dos transportes.
Hoje, a globalização obriga o mundo a estar interligado querendo ou não.

Isso porque, em qualquer açoes para o obter resultados desejados é obrigatório implementar as técnicas e ferramentas utilizadas hoje no mundo inteiro em diferentes áreas.

Considerado como uma das áreas importantíssimo para a economia de qualquer país do mundo, o transporte joga um papel importante para a economia da Guiné-Bissau devido a localização estratégica para a movimentação de mercadorias e pessoas. Mesmo com a falta de infra-uturas, esta localização rende um potencial logístico de grande envergadura. A Guiné-Bissau só precisa de paz e estabilidade para que o governo através de especialistas desta área pudessem demonstrar as linhas mestras como o governo pode explorar a benefício d povo muita coisa neste sector.

A maior movimentação dos produtos que alimentam a cadeia produtiva nas regiões incluindo a própria capital Bissau, é realizado através de modal rodoviário visto que o modal ferroviário ainda está sem uma política definida. Assim, como em todo o território guineense, prevalece o uso do transporte rodoviário visto que sucessivos governos na Guine- Bissau nunca se definiram projectos concretos para a área de transporte. A construção
Um dos nevrálgicos para o avanço do desenvolvimento económico da Guiné-Bissau é o sector infra-estruturas. Os impactos do desenvolvimento em infra-estruturas para o desenvolvimento económico e social podem ser considerados de forma direta para as empresas que transitam pessoas, produtos e serviços pelo território, obtendo ganhos com o custo de frete, armazenagem e agilidade no transporte. O investimento no transportes deve considerar diferentes modais e a intermodalidade e na eficiência que a complementaridade dos modais é capaz de gerar. Os modais ferroviários e hídricos são os mais baratos e eficientes que o rodoviário, pois gastam menos energia para cargas de longas distâncias.
A Falta de infra-estruturas de transporte para facilitar o escoamento dos produtos a partir de zonas de agricultura em abundância para os centros urbanos, vem cada dia tornar mais caro os produtos devido custos de transportes em que, os transportadores tentam a todo o custo cobrir os supostos danos que podem acontecer durante a viagem. As condições das estradas jogam com a vida dos carros que acabam por morrer sem muito tempo de trabalho.

Um outro fator que se pode acrescentar é a idade dos carros que entram na Guiné-Bissau, isto porque, na Guiné-Bissau, não existe uma lei que limita a idade dos carros importados ou se existe neste caso simplesmente ela não é aplicada.

Com o domínio da informalidade, nos diferentes sectores na Guiné-Bissau incluindo os transportes, isto é a falta de regulamentação ou simplesmente falta de cumprimento (fraqueza do Estado ou corrupção), estes elementos jogam um papel importante na criação de situações que fazem para que o país continue a viver sempre em grandes dificuldades.

A maioria dos carros que fazem transporte urbano assim como interurbano, não estão organizados em empresas não podendo assim gerar grande emprego para assim ajudar o Estado a descongestionar a função pública. Estes transportes pertencem a pessoas individuais que recrutam condutores sem um contrato e sem regras e que podem ser mandados embora a qualquer momento.

As oficinas mecânicas espalhadas por toda parte na Guiné-Bissau estão cheios de carros avariados, na maioria deles são de transportes mistos e urbanos devido a má gestão dos fundos por parte dos condutores, ajudantes e de próprios proprietários. Nesta linha não poderia deixar a polícia de trânsito, guarda nacional, serviços de viação e transportes terrestres, que quase dividem a receita dos carros com multas falsas que nunca entram nos cofres do tesouro publico. Este conjunto de situações não facilitam uma boa gestão, na medida em que muitas das vezes os carros ficam definitivamente nas oficinas devido a falta de fundos para a sua reparação.

Na minha opinião e como especialista nesta área, o ministério dos transportes poderia bem aproveitar o sector para empregar muitos jovens que estão desempregado através de um Departamento de Transporte e Inspecção – (DTI) nas regiões e sectores para regulamentar e cobrar os respectivos impostos e serviços de inspecção para os veículos nacionais e de países vizinhos que entram no nosso território, para uma segurança não só de veículos mas também, dos utentes e de mercadorias transportada.

As reformas nas infra-estruturas deve ser uma das prioridades na Guiné-Bissau para o novo executivo, caso contrário a população continuará a sofrer devi a falta de transporte. Muitos guineenses duvidam das cobranças de multas feitas pela Direção de serviços de viação terrestre, se estas são feitas na base de novo código de estrada publicado em 2017.

Uma outra dúvida de muitos guineenses na área de transporte, preende-se com os serviços da inspecção, muitos carros que circulam a nível nacional sobretudo os que fazem o serviço de transporte público, se estes na verdade passam nas provas no serviço em causa a fim de serem inspecionados se na verdade têm condições para transportar pessoas sobretudo. Um cidadão que pediu anonimato me confessou que, ele costuma levar o seu carro para o serviço de inspecção, mas que nunca foi inspecionado porque ele sabe que o seu carro não esta em condições. A dúvida é que, se ele tinha que pagar 20.000F CFA’s por exemplo mas pagou 10.000F CFA’s, será que estes 10.000F CFA’s vão chegar na caixa da própria inspeção? Consequências de tudo isso são acidentes que resultam em perda de vida humanas todos os dias nas estradas. Por isso, alguém tem que dizer, “STOP” e que assuma a sua responsabilidade em fazer reformas profundas no setor.

Quando não existem infra-estruturas e a vontade política de os construir, a informalidade domina, e se a informalidade domina quem paga o preço é a população porque muitos carros estão parados devido avarias das condições das estradas. O fim do ano, 2019, com o fenómeno da Covid-19, veio ainda mais complicar a vida a população, devido a pandemia que abalou o mundo, os proprietários dos carros de transporte lamentam as medidas do governo primeiro em parar todos os carros de transporte para tentar evitar mais contaminação. Com o tempo, o governo decidiu deixar circular os carros de transporte mas apenas com a metade do número de passageiro. Esta situação fez disparar o preço dos transportes duma forma ilegal por parte dos condutores que justificaram que com metade dos passageiros não se consegue cobrir as despesas.

Por parte de Transporte Urbano – TUB, não houve aumento do preço neste momento da pandemia, simplesmente estes aproveitaram para repor os 50F CFA’s que os utentes tinham recusado pagar quando da última vez que os preços dos transportes aumentaram na Guiné-Bissau.

Visão DE:
Estevão Barbosa Bali, Mestre em Gestão das organizações com opção em transporte e logística

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