Opinião: Portugal não é o melhor lugar para o jogo SENEGAL VS GUINÉ-BISSAU

por: Carlos Amadú Baldé

Portugal, PODE até ser palco do jogo da 3ª e 4ª jornada de qualificação para CAN’2021 entre Senegal e Guiné-Bissau, grupo I, mas não DEVE!

Por simples razão, a CAF pode ter razão em achar que os dois países (Senegal e Guiné-Bissau), tendo em conta a crise sanitária imposta pela Covid-19 e às dificuldades de deslocação, vão ter problemas em organizar jogos a nível interno. Mas, quando se fala da Covid-19, Portugal relata mais número de casos diários do que os dois países, sobretudo nestes últimos dias.

Ora, no meu ponto de vista, o medo da CAF, prende-se com a questão de segurança, ou seja, se os dois países vão poder controlar os estádios, evitando que o público tenha acesso tanto nos treinos, como no próprio dia do jogo, respeitando as regras impostas pelas autoridades competentes. Uma situação que também preocupa a mim.

A CAF disse e bem, que há uma “possibilidade” de duas seleções, escolheram campo “neutro”. E, um órgão senegalês já avançou com a possibilidade de ser em Portugal, enquanto o outro deixa pergunta se deve ser em Portugal. Essa questão deve ser vista profundamente e, a diplomacia desportiva guineense deve funcionar. Ou seja, é necessário o engajamento de todos para que a seleção nacional, Djurtus e o país em geral, podem sair bem nessa jogada.

Se a Guiné-Bissau encarar o assunto de ânimo leve, podemos cair no mal maior. As duas partidas podem vir a ser disputadas no solo do adversário, Senegal. Há uma clara intenção sobre isso, portanto, todo o cuidado é pouco!

As duas partidas são de grande importância e de risco, nelas estão a esperança da equipa técnica e de todos os guineenses para acreditar no terceiro apuramento da turma nacional à mais alta competição africana em futebol.

A responsabilidade é de todos nós, para isso, todo o cuidado é pouco nessa decisão.

É bom recordar que no início de Outubro deste ano, a FIFA emitiu um comunicado que é desfavorável as seleções em certas medidas. Isto porque, de acordo com o comunicado, os clubes podem impedir os seus jogadores de participarem em jogos internacionais até ao final do ano, mediante a situação da covid-19 nos países para os quais deveriam viajar, considerando que os clubes não têm a obrigação de libertar os seus jogadores cujo destino sejam países em que é necessária uma quarentena ou isolamento de cinco dias após a chegada.

Embora podemos afirmar que não é o caso, mas ao meu ver, estamos entre “Espada e Parede”. Todo o cuidado é pouco!

Mantenhas desportivas

Carlos Amadú Baldé
Jornalista, mestrando em Media e Sociedade

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