OPINIÃO: FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DA GUINÉ-BISSAU PRECISA CRESCER

Dói e deixa muito triste, qualquer guineense, o acontecimento do último domingo, 11 de outubro de 2020, em Portugal concretamente no Estádio Municipal de Óbidos, onde mais uma vez beliscamos à imagem já deteriorada do nosso país, tudo por falta de responsabilidade dos responsáveis da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB).

Como um cidadão que orgulha de ser um dos filhos da Guiné-Bissau, quero ver um crescimento na Federação de Futebol da Guiné-Bissau, porque pela experiência já acumulada, não vamos aceitar certas situações, como aquilo que motivou o adiamento da partida amigável entre a nossa seleção, Djurtus e a sua congénere angolana.

É difícil de acreditar que por falta de testes da Covid’19 [a tempo] por parte da Guiné-Bissau acabou por abortar aquilo que devia ser o segundo jogo amigável de Djurtus, no cumprimento de calendário FIFA.

Como se não bastasse, depois de envergonhar todos os guineenses, sem vergonha na cara um dirigente aparece na imprensa, em vez de pedir desculpas e admitir a falha grave que cometeram, optou em mentir para a nação guineense, justificando que fizeram teste, sem dizer a data da realização do mesmo.

Sabemos que a desorganização sempre está no DNA da FFGB, mas pelo menos deviam ser homens de palavras, porque se concordaram que os testes da Covid’19 devem ser feitas 48 antes do jogo, por que é que a seleção nacional só fez o teste no dia, ou seja um dia antes da partida?

Nós, povo da Guiné-Bissau exigimos respeito aos nossos representantes, pelo menos merecemos isso. O nosso dinheiro é que suporta as despesas, por isso, não vamos ficar passivos e assistir os ditos dirigentes a gozar com nossas paciências.

Também, entendemos que é a hora dos responsáveis estatais ligados ao desporto começaram a pedir contas e responsabilizar as pessoas pelos seus atos de irresponsabilidade que sempre prejudica e continua a prejudicar o nosso país. Já basta de figuras que só querem aproveitar do nosso futebol e não ajudá-lo a crescer. Cresçam por favor!

Hoje, temos tudo a nossa disposição, basta termos a boa-fé e vontade de mudar pelo bem a instituição juramos defender e desenvolver, os bons exemplos não faltam por todo lado, além disso não é ser burro pedir ajuda das outras pessoas ou países com maior experiência. Temos uma estruturada estática, mas não podemos ficar no tempo, temos é de acompanhar a evolução do mundo.

Outra coisa que os dirigentes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau devem saber, é respeitar os atletas que sempre se disponibilizaram para representar as cores nacionais, porque o sucedido no domingo, direta ou indiretamente vai mexer com suas imagens, serão vistos como futebolistas daquele país desorganizado. Isso nos entristece a todos!

Acredito que os dirigentes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau sabem muito bem que a FFGB não é casa de ninguém, onde a pessoa pode dizer o que quiser e fazer o que quiser, deixam em péssimas situações a imagem da Guiné-Bissau, mas sim os responsáveis do nosso futebol devem saber que representam um país e, isso exige responsabilidade e respeito.

A desorganização sempre está presente na história recente do nosso futebol, particularmente dos Djurtus, uma realidade que a qualidade e vontade dos nossos futebolistas cobre, por isso, muitos de nós achamos que estamos a crescer, mas não estamos.

Por favor, tenham a vergonha e aprendam com os outros países e outras seleções, porque a roda já foi invadida, agora só podemos aperfeiçoa-la.

É nesta desorganização que queremos bater as seleções com cabeça, tronco e membros. Para isso acontecer temos que trabalhar arduamente, para pelo menos aproximarmos do nível dos demais países.

Esperamos que com a nova direção da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, algo possa mudar pelo bem do nosso futebol. O novo presidente (Caíto Teixeira), precisa ter a coragem para mudar o desporto-rei guineense, como sendo uma tese que sempre denfedeu. Acreditamos que vai cumprir com aquilo que sempre sonhou.

Os amantes do futebol guineense querem ver pessoas capazes à frente dos destinos da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, para o seu desenvolvimento, consequentemente dignificar a nossa seleção e os nossos atletas, basta de oportunistas, mas sim pessoas comprometidas com o futebol guineense e com a Guiné-Bissau.

Acreditamos na declaração do dirigente da FAF – Federação Angolana de Futebol que foi mais convincente na sua aparição na imprensa, mas nós não podemos dizer a mesma coisa, além de tamanha vergonha que ainda carregamos.

Da parte angolana, o comunicado à imprensa veio reiterar aquilo que parece mais lógico para pessoas atentas, mas da nossa parte o comunicado veio reforçar a falar a de verdade, que ficou ainda mais evidente com a revelação de resultados dos testes de alguns elementos, inclusive do presidente interino, cujas amostras foram coletadas no dia 11 de outubro, ou seja, no próprio dia do jogo.

Os fundamentos da estrutura da seleção guineense é muito fraco, mas vimos que continua a tentar nos enganar.

Outra situação triste é ouvir da boca dum dirigente a ameaçar que a seleção nacional não terá boa relação com Angola, mais uma vergonha para nós guineenses.

Além disso, foram arrogantes com os jornalistas que foram fazer seus trabalhos, como se fosse os jornalistas os culpados na enorme falha que cometeram em Portugal.

Talvez vão culpar também o laboratório que fez o teste!

Claro que pela Guiné-Bissau temos e devemos lutar até ao fim.

“A verdade nos libertará!”

Viva a Guiné-Bissau

Viva Djurtus

Viva o futebol

𝐒𝐞𝐧𝐞 𝐂𝐚𝐦𝐚𝐫𝐚 | 𝐉𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚 | 𝐋𝐢𝐜𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐦 𝐂𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐜𝐚𝐜𝐚𝐨 𝐎𝐫𝐠𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚𝐜��𝐨𝐧𝐚𝐥

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