OMS pede maior vigilância em África para novas variantes da Covid-19

Novas variantes do Covid-19 foram detectadas na África do Sul e na Nigéria e parecem ser transmitidas mais facilmente; número de casos sobe no continente quase alcançando o pico de infecções notificadas em julho. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, pede aos países africanos que aumentem a vigilância para detectar novas mutações do Covid-19 e fortalecer os esforços para conter a pandemia. 

Recentemente, foram notificadas novas variantes que aparentam um maior grau de contaminação na Nigéria e na África do Sul.  

Diretora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, OMS

Casos 

No caso sul-africano, a variante é diferente da identificada no Reino Unido. Neste momento, está sendo realizada uma análise mais aprofundada para compreender a mutação. 

Já a Nigéria investiga uma variante identificada em amostras coletadas em agosto e outubro no país. 

Em comunicado, a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, disse que “o surgimento de novas variantes é comum”, mas avisou que “aquelas com maior velocidade de transmissão ou níveis de patógenos são muito preocupantes.” 

Segundo ela, as investigações em curso são “cruciais para compreender de forma abrangente o comportamento do vírus e orientar a resposta adequada.” 

Esforços 

Em setembro, a OMS e os Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças lançaram uma rede de 12 laboratórios na África para reforçar o sequenciamento do genoma da Sars-CoV-2, conhecida como Covid-19. 

Até 23 de dezembro, 4.948 sequenciamentos haviam sido feitos representando apenas 2% do total global. 

Representação virtual do novo coronavírus, que está sofrendo mutações, NIH

A África do Sul, que realizou a maior parte desse trabalho, identificou 35 cepas do vírus e a Nigéria 18. Segundo a OMS, este esforço é importante para mostrar a ligação e importação do vírus entre países. 

Apoio 

O Escritório Regional da agência está fornecendo orientação técnica e mobilizando apoio financeiro para acelerar o sequenciamento na maioria dos países da região. O Escritório também assiste os Estados-membros que não possuem instalações especializadas no envio de amostras para laboratórios de referência.  

Moeti disse que esse trabalho de vigilância é essencial na resposta à pandemia, mas medidas de saúde pública, como lavagem das mãos, distanciamento físico e uso de máscaras, continuam sendo fundamentais.  

As novas variantes surgem num momento em que as infecções estão aumentando nos 47 países da região, chegando perto do pico visto em julho. 

Nos últimos 28 dias, Argélia, Botsuana, Burkina Fasso, República Democrática do Congo, Etiópia, Quênia, Namíbia, Nigéria, África do Sul e Uganda relataram aumento de casos que concentram 90% de todas as infecções na região.

ONU news

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