Muito poucos jovens nos parlamentos do mundo: dois países destacam-se em África

A Gâmbia e o Djibut estão entre os 10 países com parlamentares com menos de 30 anos de idade.

A proporção de parlamentares com menos de 30 anos aumentou ligeiramente a nível mundial, de acordo com um relatório da União Interparlamentar (UIP) sobre a representação da juventude nos parlamentos nacionais. Dois pequenos países africanos, a Gâmbia e o Djibuti, destacam-se com uma quota de 10% de jovens deputados.

Um “défice” de jovens parlamentares
O relatório da União Interparlamentar (UIP) classifica os países de acordo com o número de deputados com menos de 30, menos de 40 e menos de 45 anos. Na classificação geral, os parlamentares mais jovens do mundo encontram-se nos países nórdicos, liderados pela Noruega (13,61%), mas também em dois países da África subsaariana, Gâmbia (10,34%) e Djibuti (9,23%). Esta é uma boa notícia quando se considera que apenas 2,6% dos parlamentares de todo o mundo têm menos de 30 anos de idade.

O estudo destaca “um défice significativo” na representação política dos jovens, enquanto que metade da população mundial tem menos de 30 anos de idade.

“Para servir o povo, a democracia deve representar toda a população”.

A idade de elegibilidade conta
Os dados recolhidos pela União Interparlamentar mostram que a redução da idade mínima para se candidatar a eleições conduz a uma idade média mais baixa nas câmaras parlamentares. A noção é confirmada na Dinamarca e na Suécia, onde a idade necessária para concorrer ao Parlamento é 18 anos.

No continente africano, a Nigéria conseguiu rejuvenescer o seu parlamento, baixando a idade de elegibilidade para os 25 anos. Mas os menores de 25 anos, que constituem 60% da população, continuam mal representados no parlamento e são em grande parte excluídos da vida política. Djibuti, por outro lado, não segue necessariamente esta lógica, uma vez que este pequeno país tem quase 10% dos seus deputados com menos de 30 anos de idade, enquanto que a idade mínima para ser elegível para o parlamento é de 23 anos. Em 69% dos países, a idade de voto é inferior à idade mínima legal para ter um mandato parlamentar.

A importância das quotas
Os dados recolhidos para o relatório da IPU confirmam que a imposição de quotas ajuda a aumentar a representação dos jovens no parlamento. As quotas defendidas pela União Interparlamentar podem assumir diferentes formas, incluindo assentos reservados, quotas legislativas ou quotas partidárias para os jovens parlamentares.

Apenas quatro países – Ruanda, Marrocos, Quénia e Uganda – têm lugares especificamente reservados para representantes da juventude. Os países que adoptaram quotas de jovens fizeram-no após a introdução de quotas de género, o que ajudou a alterar a situação. Por exemplo, o Ruanda é actualmente o país com a maior proporção de mulheres no parlamento, com mais de 61% de mulheres deputadas.

Autor: CAP-GB

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