Ministro da Justiça ” chocado” pelo que viu e ouviu na Polícia Judiciária.

O Ministro da Justiça da Guiné-Bissau revelou esta quarta-feira 12 de Agosto de 2020, estar ” chocado ” pelo que viu e ouviu nas instalações da Policia Judiciária.

Fernando Gomes, falava depois de ter visitado os edifícios da Polícia Judiciária, Comissão Nacional da Interpol, Comissão Nacional dos Direitos Humanos, Gabinete de Informação e Consulta Jurídica e Cartórios Notarial de Bairro Militar e Santa Luzia, ambos em Bissau, com o objetivo de conhecer de perto o real funcionamento das instituições sob a sua tutela.

 Depois de percorrer todas as dependências sob a sua proteção Fernando Mendonça revelou que é ” inaceitável ” constatar as condições com que depara as diferentes instituições com destaque para a da Polícia Judiciária.

” Vimos muito sacrifício, empenho, profissionalismo e em alguns casos espírito de missão. Também constatamos muitas carências sobretudo de recursos humanos. O mais chocante é na Polícia Judiciária, nos últimos tempos tem se falado muito de tráfico de droga, mas como podemos o combater com esses meios “. Questiona.  

De acordo com o titular da pasta da Justiça Guineense, o combate ao tráfico de droga ” exige meios não só matérias como económicos “, por isso a Polícia Judiciária, cuja missão, está também versada para o efeito, deve ser adotado de meios suficientes para o funcionamento cabal das suas obrigações.

Instado sobre o alargamento da Polícia Judiciária no interior do país, o titular da pasta da Justiça, anunciou que a ideia visa abrir novas sedes provínciais, ou seja, na Zona Norte sector de Bula, Leste região de Bafatá, Sul sector Buba e na zona insular (Bubaque).

Entretanto, o Director Nacional da Interpol Melancio Correia, contente com a visita, afirmou que apesar da utilização das ferramentas dos trabalhos, a Interpol carece de meios financeiros o que tem constituído entrave da instituição com vista a atingir o nível da sua performance conforme recomenda a organização internacional.

Finalmente a Presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos Fernanda Maria da Costa, revelou que a comissão criada em 2009 tem desenvolvido as suas ações graças ao apoio recebido dos parceiros. Contudo, diz estar confiante que com esta primeira visita do Ministro, haverá mudanças positivas. Reconhecendo a existência de violação dos direitos humanos, um aspecto que segundo ela, tem constituído uma das prioridades da comissão que lidera.    

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