Mercados de Bissau: Covid-19 está longe de ser uma preocupação

Por: Laércia Valeriana Insali

Enquanto o alto comissariado para COVID-19 relata mais de 160 novos casos de coronavírus CAP-GB assistiu episodio que demonstra que os populares estão tudo menos consciente da situação. Aqui, as pessoas estão a pensar mais sobre os produtos que correm atrás que a doença em si.

Constata-se!
A partir da rotunda de chapa de Bissau, a poucos metros de grande mercado de Bandim e subida de Cabana e angulo inverso da estrada que liga chapa á antula, a maré humana está a mover-se em todas as direcções.

Alguns corpos, ultrapassados pelo calor, arrastam-se com dificuldade, deixando-se empurrar. Outros, ainda muito activos, enfrentam o incompreensível banhos de beijos aproximados.

Ninguém pode estimar o número de pessoas presentes no local. Centenas, quem sabe. Quem se importa com isso? Os vendedores ambulantes espalharam os seus produtos sob solo até os pepinos sob muito cuidado nao o marchamos em cima.

Enquanto alguns deles varrem os maços de sapatos instantaneamente, outros deixam-nos à mercê do pó.

Uma multidão enorme… sem máscaras!

Sons das megafones com mensagens CUMPRA AMANHA NKA NA BIM DEH, altos e audiveis aliado com ruídos das pessoas conversando de baixo das bocas e pela poluição atmosférica torna o local inexpirável.

As ondas de suor seguem umas às outras nos rostos antes de encontrarem refúgio no pescoço. O sol está a bater com mais força do que o habitual a meio do dia.

Um pouco longe da rotunda de chapa, na estrada que conduz à zona de Caracol, as ‘Bideras’ de hortaliças cada uma estende sua canapé com seus produtos expostos ao solo a procura de sustento familiar.

As gravações áudio sucedem-se, deixando pouco espaço para a compreensão. O empurrar e empurrar está a piorar. De mais de centenas de pessoas, nem uma usa uma máscara protectora.

Estamos na era pós-Covid neste mercado? Há todos os indícios de que estamos, à medida que o país entra na sua terceira vaga de contaminação.

As máscaras são seguradas nas mãos, colocadas debaixo do queixo, ou nem sequer existem. Em suma, elas estão em todo o lado, excepto nas caras.

Dentro de mais desorganizado mercado de Bissau mercado de Bandim, a cena é a mesma. Sem protecção. Os mais preocupados queixam-se com o calor.

“É impossível respeitar as medidas de barreira neste mercado”, explica Silvina, que veio às compras para o almoço.

Segurando duas bolsas recentemente adquiridas, ela regateia sobre os calcanhares. “Sabes muito bem que não podes fugir das pessoas, elas colam-se a ti”, diz ela, “com pastilha elástica”, acrescenta a sua cunhada. Elas desatam a rir, a sua preocupação com o vírus escondida nos seus amplos sorrisos.

Alguns espectadores dão-lhes olhares conhecedores antes de desaparecerem no meio da multidão em movimento.
As pessoas estão presas juntas, não deixando distância para o vento soprar. O calor que emana desta linha de pessoas é incrível. O suor escorre de algumas pessoas e cola-se à pele de outras.

Confiar em Deus

Uma mulher de aparentemente 45 anos requisitando anonimato disse, que decidiu tirar a sua máscara porque ela está a sufocar. “Não consigo respirar com a máscara posta, está calor e o mercado é demasiado barulhento”, diz ela com uma pitada de irritação com o que está a passar. Ela segura firmemente a sua bolsa entre as duas mãos. Ela parece mais preocupada com os ladrões do que com o vírus.

“Usamos as nossas máscaras todos os dias”, tenta convencer-se a si próprio. Para este vendedor de roupa debaixo da passadeira ao lado da PJ, a solução é encarar essa doença.

A pandemia reclama diariamente as vítimas. Mas nos nossos mercados, interroga-se sobre a relevância das barreiras.

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