Líder de MADEM diz ter sido aliciado num valor de 4 milhões de dólares para voltar ao PAIGC.

O líder do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15), denunciou esta segunda-feira 06 de Julho de 2020, que num passado recente foi alvo de aliciamento num valor de 4 milhões de dólares americanos por parte de um general emissário do ex Presidente de Angola, Eduardo dos Santos, com intuito de o persuadir para regressar ao Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).


Braima Camará fez estas denúncias momentos antes de ordem do dia de sessão do plenário da Assembleia Nacional Popular. No qual afirmou que “dinheiro não regula e oriente a sua conduta”.
” Não é dinheiro que regula e orienta a minha conduta. Fui sempre um homem trabalhador, alias, recusei várias propostas de fazer parte de vários governos. Escolhi ficar no setor privado trabalhando como empresário ” Frisou


O coordenador geral do segundo partido mais representado no hemiciclo guineense, revelou ainda que, a tentativa de aliciação foi numa reunião realizada no alto Bandim, em Bissau. Isto depois de varias reuniões privadas entre ele e o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, com o propósito de solicitar o seu regresso aos libertadores. Tentativas por ele recusadas. Uma vez que segundo Camará, a ideia era convence-lo a retornar, mas sem a Adja Satu Camará e Baciro Djá.


Apesar de ter considerado o líder do PAIGC de um “amigo”, Braima Camará, diz ainda ter autorizado no ativo de Fundo de Promoção da Industrialização dos Produtos Agrícolas (FUNPI), a disponibilização de um bilhão de fcfa, a pedido do então primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, valor este canalizado a FUNDEI. E agora o processo está no Ministério Público a fim de responsabilizar os devedores.


” Estou em condições de afirmar que não tomei nenhum valor de FUNPI. Por isso, dei orientações para que o dossiêr do processo seja entregue ao Procurador-geral da República. Documentos comprovativos de nomes e entidades governamentais e privadas que teriam usufruído do fundo. Qualquer devedor vai ter que pagar “. Finalizou


Criado nos finais de 2010 e suspenso em 2015, pelo então governo liderado pelo Domingos Simões Pereira. Tinha como objetivo principal promover a industrialização e transformação de produtos agrícolas no país, nomeadamente o cajú.


O fundo gerou cerca 20 milhões de dólares graças a cobrança da taxa aos produtores do setor do caju, principal produto de exportação do país. o que constituiu na altura fonte de polémica entre políticos e empresários guineenses.

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