LGDH responsabiliza governo pelas perdas de vidas devido paralisações no saúde

Por: Laercia Insali & Martinho Mendes

Perante a situação vigente no setor de Saúde Pública, que culminou com a detenção de dois Sindicalistas dirigentes do sindicato dos enfermeiros, no dia 22 de Outubro de 2021, a Liga Guineense dos Direitos Humanos responsabilizou o governo liderado pelo Nuno Gomes Nabiam, pelas perdas de vidas humanas subsequentes das paralisações sistemáticas do sistema de saúde.

No comunicado a imprensa, a Direção da LGDH determina a libertação imediata dos sindicalistas detidos como uma vã tentativa de coartar a liberdade sindical no país, ainda, Exigi a criação de condições de diálogo responsável entre o governo e as organizações sindicais para pôr fim às ondas de greve na função pública.

Preocupado Com a situação, LGDH apela o reforço das ações de resistência contra as tentativas de transformação da justiça como arma de arremesso político, para intimidar as vozes discordantes.

Por sua vez, Exorta as organizações sindicais no sentido de adequarem as suas lutas laborais aos ditames da lei de liberdade da greve e da liberdade sindical, evitando assim as paralisações sem observância dos serviços mínimos.

LGDH exige a libertação imediata dos sindicalistas detidos.

A Liga Guineenses dos Direitos Humanos ainda exige a libertação imediata dos líderes sindicais de setor de saúde Yoio João Correia e João Domingos da Silva ambos detidos na última sexta-feira 22 de outubro 2021, a mando do ministério público guineense.

Na nota a imprensa com a data de 24 de Outubro de 2021 segundo a liga as detenções arbitrárias de dois dirigentes do sindicato dos enfermeiros constituem a concretização de uma monstruosa conspiração política contra o livre exercício dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.

Esta atuação irrefletida e inoportuna do Ministério Público, sob a direção do Dr. Fernando Gomes, em tempos um proeminente defensor dos direitos humanos, conduziu ao extremar das posições por parte dos sindicalistas que, em reposta, decidiram simplesmente não comparecer nos respetivos postos de trabalho enquanto os seus representantes continuarem ilegalmente detidos, disse a nota.

Segundo o comunicado, não obstante as diligencias levadas a cabo pela Liga Guineense dos Direitos Humanos junto do Ministério Público, este teima em manter arbitrariamente a privação de liberdade dos dois sindicalistas em cumprimento das orientações políticas a que se encontra ancorada.

Perante a gravidade desta situação, a Direção da LGDH exige a libertação imediata dos sindicalistas detidos como uma vã tentativa de cortar a liberdade sindical no pais e apelar ao reforço das ações de resistência contra as tentativas de transformação da justiça como arma de arremesso político, para intimidar as vozes discordantes.

A Cap-gb deslocou esta manhã a Hospital Nacional Simão Mendes e constatou que os doentes internados estão a abandonar o hospital a procura de clínicas privadas de Bissau.

De recordar que centenas de técnicos de saúde com espírito de revolta protestaram a frente da polícia judiciária (PJ) para exigir a libertação de dois líderes sindicais da classe.

A detenção de dois médicos vem no âmbito de boicote dos serviços sanitária, no passado 20 de setembro, que resultou dezenas de vítimas mortais nos diferentes hospitais e centros de saúde pública do País na qual os dois dirigentes sindicais são acusados de cometer o crime de auxílio por incentivar técnicos de saúde a aderirem a greve.

Autor: CAP-GB

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