Justino Biai ” Dependência económica da Guiné-Bissau depende da conservação da sua biodiversidade”

O director-geral do Instituto das Áreas Protegidas IBAP afirmou no princípio da noite desta segunda-feira 14 de Dezembro de 2020 que ” dependência económica da Guiné-Bissau ao nível micro e macro depende da conservação da biodiversidade”.

” Há toda necessidade de conservar os ecossistemas intactos e restaurar os ecossistemas degradados, porque a nossa dependência económica ao nível micro e macro depende e muito da conservação da nossa biodiversidade”. Asseverou

Justino Biai falava à imprensa a margem da celebração do décimo sexto aniversário do Instituto das Áreas Protegidas IBAP cujo lema é ” pela Biodiversidade, pelas Áreas Protegidas e pelo Desenvolvimento Sustentável “

Aos jornalistas, Justino Biai revelou que dados recentes apontam que nos últimos 50 anos, o mundo conheceu a sua maior perda de biodiversidade. Facto que, segundo ele, deve-se a fatores ligados a distribuição de habitat.

” Nos últimos 50 anos, o mundo teve o maior número de perda de biodiversidade, daí que é preciso uma maior sinergia com vista a sua proteção e conservação, porque caso contrário a nossa existência como homem vai estar ameaçado” Disse para de seguida afirmar que” Um dos fatores principais de perde de biodiversidade no mundo está ligado a distribuição de habitat”
As celebrações do 16º aniversário teve lugar na sede do IBAP, em Bissau, contou com a presença de diferentes entidades que lutam pela preservação da natureza foi marcado com diversas atividades com destaque para inauguração do Busto Dr Alfredo Simão da Silva, exposição sobre a conservação das Tartarugas marinhas na Guiné-Bissau e lançamento do livro Arvores florestais do país.

Em jeito de balanço do ano 2019, Justino Biai, apesar de reconhecer que a pandemia do novo coronavirus tem impactado e dificultado a realização de algumas ações pré-definidas, destacou ainda os trabalhos de seguimentos de algumas espécies, conhecer a rota de migração de aves e tartarugas marinhas, presença de mamíferos aquáticos (golfinhos), como ações realizadas pelo Instituto neste ano.

As atividades ligadas a avicultura, horticultura, recuperação de bolanhas, transformação de óleo de palma e replantação de mangal e de florestas nas zonas degradadas, constituem também atividades em destaque do ano 2019, de acordo com Justino Biai.

Instado a pronunciar sobre contribuição das áreas protegidas na economia guineense uma vez que o Instituto pede inclusão do IBAP no orçamento Geral do Estado, Justino Biai, afirma que em termos numéricos torna-se difícil destacar dados que possam justificar tal exigência. Contudo, afirma que os serviços ecos sistémicos das áreas protegidas são indispensáveis para a vida humana, nomeadamente, tarafes que segundo Biai são fundamentais na reprodução dos peixes, papel de árvores na produção de oxigénio, e proteção de mangal através das zonas húmidas que capta dióxido de carbono. Fatos que, de acordo com Justino Biai justifica a inclusão do IBAP no orçamento geral do Estado.

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