Jornalistas guineenses pedem respeito e separação de poderes entre as autoridades e a imprensa

Por: Laércia Valeriana

A CAPGB média digital guineense recolheu Opiniões dos jornalistas alusivo a dia mundial da liberdade de imprensa, data instituída pela organização das nações unidas para educação, cultura e ciência, no ano 1993 em defesa de um jornalismo sem censura e livre de ataques violentos. Há 10 anos, ONU estabeleceu um plano de ação para segurança dos jornalistas, para proteger os trabalhadores e acabar com impunidade dos crimes cometidos contra eles.

Para o efeito sindicato dos jornalistas e técnicos de comunicação social, realizou esta terça-feira 03/05/2022 uma jornada de reflexão sobre a liberdade de imprensa e jornalismo digital na Guine Bissau.

Nas suas opiniões os jornalistas foram unanimes de que as autoridades devem permitir que se exerça a profissão sem condicionalismos e interferências.

Para a jornalista correspondente da SABC para a Guiné Bissau, igualmente freelancer, Yasmine Fernandes, a liberdade de imprensa na Guiné-Bissau tem ainda um longo caminho a percorrer, e defende um jornalismo livre isento de censuras.

«é urgente que estado e própria imprensa nacional conheça cada um seus poderes e suas limitações», disse ela prosseguindo que o estado e a imprensa devem trabalhar juntos, isto é, que a recolha e acesso a informação sejam livres e fáceis.

Jornalista evocou censura interna e externa dos jornalistas nos seus respetivos órgãos, «tem alguns casos em que peça do jornalista é bloqueada por conter informação sobre uma determinada personalidade», rematou.

Mussá Baldé, jornalista da agência Lusa defende a existência de liberdade de imprensa porque a mesma está consagrada na lei magna do país, mas salienta que ela é condicionada ao controle do poder politico aos órgãos de comunicação social.

Pela experiencia própria, Baldé produz informação rigorosamente de interesse publico, citando tentativas de golpes de estado, violências contra direitos humanos, corrupção e outros temas que chamam atenção.

«Acesso a fontes continua sendo maiores desafios aos jornalistas guineenses e é um dos obstáculos a liberdade de imprensa e de informação», concluiu falando da falta de cumprimento da lei do princípio do contraditório em clara alusão ao trabalho jornalístico.

Por fim pede aos profissionais no exercício das funções a isenção, responsabilidade, profissionalismo e que deixem de ser homens de recado.

A jornalista e chefe da redação no jornal Nô Pintcha Elci P. Dias, reconhece a existência da liberdade mas a qualifica de deficiente, na sua explicação, persistem convites seletivos aos órgãos nas coberturas mediáticas.

«Os jornalistas devem se opor a compra de consciência, e deixar de ser moços e moças de recado dos políticos».

Para Dias, um dos fatores de desvio do respeito de conduta jornalística é a pobreza extrema que vivem, aconselha resistência a este fenómeno.

«Melhor ser pobre na dignidade que colocar a venda seus serviços»

Quem também falou sobre a data é Patrick Umaro Sané da Radio Capital, a data deve servir de reflexão, anunciou que tem jornalistas que têm envolvimento profundo na política partidária, acabando por condicionar seu exercício profissional.

«Tem meus colegas que profundamente estão engajados com a política, peço os que abandonem, porque isso acaba beliscando suas imagens e reputação», disse jovem jornalista.

Sané, pede as organizações no setor da comunicação, que não cessem de intervir aconselhando e ensinando as boas práticas, e aos jornalistas devem estar comprometidos em elevar e representar a classe de forma honrarem o setor.

Autor: CAP-GB

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