Guiné Bissau em alto risco de sobreendividamento externa, diz BCEAO

A Guiné-Bissau e o Togo correm um risco elevado de sobreendividamento externa em relação à dívida total, afirmou o banco central conjunto (BCEAO) no seu relatório anual de 2020. As últimas análises de sustentabilidade da dívida mostram que os riscos de tal sobreendividamento são moderados para todos os outros estados membros da UEMOA.

De acordo com a instituição, o rácio da dívida externa pendente em relação ao PIB é estimado em 29% em 2019 para todos os 8 países da região, contra 26,5% um ano antes. “situava-se em 24,0% em 2019 contra 19,4% em 2018 no Benim, 22,8% contra 21,4% no Burkina Faso, 25,9% contra 23,6% na Costa do Marfim, 40,5% contra 34,3% na Guiné-Bissau, 23,5% contra 24,1% no Mali, 25, 4% contra 24,3% no Níger, 53,5% contra 47,7% no Senegal e 17,7% contra 15,2% no Togo”, disse o relatório, acrescentando que nenhum país da União tinha acumulado pagamentos em atraso sobre a sua dívida externa em 2020.

Contatado pela nossa redação, nosso consultor, économista Adulai candé, garante que o sobreendividamento pode levar um estado a varios situações de pendor économico nomeadamente, desemprego,greves precariedades no sistema educacional entre outros alem de o privar de angariação de mais emprestimos.

É uma situação que pode pôr em causa toda a dinamica do mercado financeiro, engendrando u quadro duvidoso da saúde économica do nosso país que é ja deficitária.

No entanto este économista residente na Arábia Saudita, julga que é salutar além da redução das despesas internas, que o país se involva em processos de promoção das exportações, nesse caso a campanha de caju, toda a cadeia involvente precisa ser eficaz, para garantir ou amelhorar a balança de pagamentos, reestruturar e desenvolver o mercado nacional. concluiu

Note-se que o stock global da dívida externa dos 8 países em causa era de 25,731 mil milhões CFA(cerca de 48 mil milhões de dólares) no final de Dezembro de 2019, contra 22,094,2 mil milhões CFA no final de Dezembro de 2018, um aumento anual de 16,5%.

“O perfil da dívida dos Estados da União tinha melhorado significativamente como resultado das Iniciativas de Alívio da Dívida dos Países Pobres Altamente Endividados (PPME) e das Iniciativas Multilaterais de Alívio da Dívida (MDRI). A dívida pública começou a aumentar novamente no início da década de 2010 como resultado de uma maior capacidade de endividamento e de maiores necessidades de financiamento”, disse o banco central.

Autor: CAP-GB

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