Familia saúdavel : Educar hoje para formar amanha

Pais Conscientes (#2)

A paternidade consciente é um convite para mudar o paradigma da relação pais-filho. Ensina os pais a pensar de forma diferente antes de ver a criança de forma diferente – uma entidade de direito próprio e não a sua posse – e a ser capaz de agir de forma diferente, com benevolência.

Uma redistribuição informada dos papéis e responsabilidades de ambos os lados é essencial para iniciar a jornada da paternidade consciente com o pé direito. A noção mais prejudicial herdada ao longo dos tempos é que o pai é responsável pelo comportamento da criança.

A verdadeira responsabilidade dos pais está nas escolhas que fazemos como adultos para criar as condições para o desenvolvimento de uma criança que seja capaz de enfrentar os desafios da vida. O pai é o único responsável pelo bem-estar da criança e a gestão da sua ansiedade é inteiramente da responsabilidade do pai. O papel da criança não é o de acalmar a nossa ansiedade ou alimentar o nosso ego.

O papel dos pais é ensinar a criança a regular as suas emoções a fim de gerir o seu próprio comportamento. O pai deve deixar de pensar que a sua responsabilidade é gerir o comportamento da criança para com a criança. Desde que acredite nisso, achará sempre legítimo controlar, forçar e aplicar pressão para obter o comportamento desejado.

Educar através do medo dá certamente resultados imediatos – é bom e bom para o nosso ego adulto, mas o dano para a criança é profundo e insuspeito. Crescer com medo dos pais quebra a confiança vital da criança no adulto e priva-a da capacidade de se auto-regular, pensar criticamente, tomar decisões informadas, assumir a responsabilidade pelas suas escolhas e aprender com os seus erros para que não os repita.

Se educarmos através do medo, o que nos restará – e para a criança – quando já não tiver medo de nós? A realidade é que a raiva e o castigo distraem a atenção da criança de aprender com o comportamento problemático e focalizam-na no comportamento dos pais. Para um resultado imediato, terá sido sacrificada uma oportunidade para reforçar a aprendizagem e construir um afecto saudável e duradouro.

O pai convencido de que qualquer transgressão por parte da criança merece uma consequência ou castigo está preso a uma lógica de controlo do comportamento – numa luta de braços infernais da qual ninguém sairá ileso.

Enquanto forçamos a criança a comportar-se de forma diferente, é de facto a criança que nos obriga a comportar-nos de forma diferente!

Vamos olhar para a criança de forma diferente para vê-la – e a nós próprios – de forma diferente!

CAPGB / Astu Diop

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