Enda-Sante capacita técnicos de saúde comunitária em matéria de aborto seguro e cuidados pós-parto

Por: Laércia Valeriana Insali

A ONG ENDA Tiers monde/ ENDA-SANTE Guiné-Bissau, iniciou esta quarta-feira 06/04/2022 atelier de formação dos técnicos de saúde comunitária sobre aborto seguro e autocuidado na saúde reprodutiva, no âmbito do projeto Self-care and training in Human reproduction.

Durante a abertura de formação, cujo objetivo é de aumentar o conhecimento e adesão ao autocuidado as diretrizes sobre aborto seguro e cuidados pós-parto, diretor nacional da ONG apresentou o resultado do estudo realizado pela ENDA com apoio financeiro da OMS, que visa recolher informações estratégicas para orientar as diretrizes nacionais sobre o tema em destaque.

Conforme os dados apresentados pelo Mamadú Aliu Djaló, 75% das inquiridas, entendem que as informações da saúde reprodutiva podem ser fornecidas por pessoal de saúde e 73% consideram que a falta de autocuidados é um problema na sua comunidade, mais de 50% preferem ficar em segredo caso alguém da sua família estiver com problemas ligados a saúde reprodutiva e 51% prefere manter em segredo por estigma e comentários maldosos, 20% utilizam tababa para cuidados íntimos.

Ainda sobre os dados, Saliu Djaló acrescentou mais informações recolhidas durante o inquérito.

” existem inquiridas que consideram que o aborto seguro pode ser realizado em casa, ou por um curandeiro, 12% destas respondeu negativamente quando questionado se era possível realização de aborto seguro, 24% já teve um aborto, 47% foram induzidas, 75% prefere ficar em segredo caso alguém da família realizar aborto, 62% teve complicações graves e 72% avaliaram de positivo os serviços recebidos”

Por isso, apela as autoridades nacionais a reforçar o sistema de vigilância e resposta a mortalidade materna e infantil, operacionalizar vacina contra HPV, aumentar financiamento no setor de saúde para 15% conforme compromisso de Abuja 2000, da União Africana e reforçar investimento na pesquisa e inovação no setor de saúde.

Para representante do diretor geral da saúde materna e infantil, Aguinaldo Vaz, a responsabilidade da saúde de uma comunidade não resume apenas pelo ministério da saúde, mas sim da conjuntura das pessoas que fazem parte desta comunidade, portanto, considera que os técnicos de saúde comunitária, líderes comunitários e tradicionais, de grupos de mulheres, homens, adolescentes e jovens devem ser mensageiros das suas comunicações em matéria de aborto seguro e cuidados na saúde reprodutiva para que possam entender as suas consequências, como hemorragias, infeções, infertilidade, perfurações e entre outros.

De salientar que, a sessão de formação insere-se no âmbito do encerramento do projeto Self-care and training in Human reproduction, com apoio financeiro da OMS e apoio técnico da MINSAP.

Autor: CAP-GB

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