“Errata” Diretor Nacional da ENDA revela que mais de 90% dos consumidores já são dependentes

O Diretor Nacional da ONG ENDA Santé Guiné-Bissau, revelou esta quarta-feira 07 de Abril de 2021 que mais de noventa por cento dos jovens guineenses consomem drogas com mais incidência nas regiões de Bafatá, leste da Guiné-Bissau.

” Estudos realizados recentemente demonstram um aumento de consumo de drogas, com destaque para região de Bafatá e com uma iniciação muito precoce, ou seja, de doze anos” Revela acrescentando que, o estudo demonstra que mais de 90 por cento dos consumidores já são dependentes, ou seja, mesmo querendo parar, não têm essas condições”

Mamadu Aliu Djaló, fez estas revelações no ato de abertura do atelier de conversação comunitária com líderes influentes e líderes de opinião sobre o combate ao branqueamento de capitais e sobre políticas de redução de riscos e minimização dos danos ligados ao assunto e tráfico de drogas.

Na ocasião, Mamadu Aliu Djaló, mostrou-se ainda preocupado com o fato de o país, não dispor de uma política ligados e redução de danos e de estruturas de tratamento especializado na matéria.

” O país não dispõe de políticas ligado a redução de danos e nem de estruturas de tratamento especializado na matéria. O tratamento que é feito não é recomendado pelas instâncias internacionais neste caso, Organização Mundial de Saúde OMS e ONU-SIDA” Disse

A ONG ENDA é responsável pela implantação do projeto” Sol Mansi” implementado nas regiões de Cacheu, Quinara, Gabú, Bolama- Bijagos e Setor Autónomo de Bissau, com o objetivo de contribuir para a resposta nacional ao combate de branqueamento de capitais e na implementação de políticas de redução de riscos e minimização de danos ligados ao consumo e tráfico de drogas.

” O branqueamento de capitais tem constituído um grave problema para o progresso económico do país, uma vez que estão ligados a corrupção, pirataria e ao tráfico de drogas” Assevera Djaló

O referido atelier que decorre durante todo o dia de hoje, numa das unidades hoteleiras de Bissau, foi presidido pelo Coordenador do Conselho Nacional de Combate a Drogas, Francisco Sanha, que na sua intervenção, reconhe que o branqueamento de capitais, tráfico e consumo de drogas é uma realidade no país e com proporção cada vez mais alarmantes e sem respostas adequadas para minimizar os impostos nocivos associados a crises cíclicas que têm fragilizado as instituições do país.

” Diversos relatórios que emanam de organizações internacionais, demonstram que existe uma infiltração profunda e consolidada da criminalidade organizada no mundo da política, da administração pública e da economia legal da Guiné-Bissau que condicionam o seu desenvolvimento, coesão social e a estabilidade democrática, prejudicando severamente os esforços desenvolvidos para a redução da pobreza” Disse

Apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e representado no ato pelo Conselheiro técnico da organização internacional, Oumar Diallo, que apesar de realçar a presença dos líderes influentes e de opinião no referido atelier sublinha que ” nenhum país pode desenvolver através de branqueamento de capitais”, acrescentando que o mesmo está sempre acompanhado de criminalidades de diferentes variedades “.

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