Dia mundial saúde mental: chama atenção a forma como podemos melhorar a nossa própria saúde

Por: Laércia Valeriana Insali

O Dia Mundial da Saúde Mental, 10 de outubro, é um alerta quanto à importância do cuidado com a mente e o bem-estar, principalmente em tempos desafiadores como os que vivemos com a pandemia da Covid-19. E o alerta inclui os jovens.

O Dia Mundial da Saúde Mental, oferece a oportunidade de chamar a atenção para um aspecto muitas vezes descurado e negligenciado do nosso bem-estar.

Depois de quase dois anos a viver num contexto de pandemia causada pela COVID-19, muitas pessoas sofrem de ansiedade ou depressão e sentem-se isoladas. O Dia Mundial da Saúde Mental dá-nos a oportunidade de reflectir sobre a forma como podemos melhorar a nossa própria saúde e ir ao encontro dos outros para lhes perguntar como se sentem.

Um dos pavilhões do centro

Estima-se em Guiné-Bissau que 5000 cidadãos sofre de destúrbios mentais ou seja, procuram centros de tratamento, sofrem de transtornos mentais e, por isso, precisam de algum tipo de tratamento.

Dessa estatística, Malam que buscou auxílio em quinhamel para cuidar da sua saúde mental confidenciou nos o país precisa prestar mais atenção ao pacientes, aconselhando criação de centros em todos os pontos de país.

Para nosso cuidado, tinha muito pouco pessoal, até nossa comida era preparada por nossos colegas em condição melhor”, disse esse ex-paciente.

O maior e quase único Centro de Recuperação Psicossocial de Quinhamel, foi fundado pelo Pastor Domingos Té no ano 2002 que vem fazendo trabalhos de recolha e cuidados aos doentes que apresentam esses problemas.

Pastor Domingos fazia trabalho de evangelização em várias regiões do país. Daí que começou a lidar com pessoas que padecem com problemas psicológicos e mais tarde veio para Bissau e teve a ideia de construir um Centro de ajuda a pessoas toxico-dependentes, na sua maioria jovens. Portanto, sensibilizou jovens de diferentes bairros de Bissau e conseguiu agrega-los no Centro.

Ele é o único especialista e assistente social (tem formação em psiquiatria), treina jovens monitores ou seja equipa de auto ajuda que encaminham os utentes 24horas por dia nos seus processos de recuperação.

O Centro funciona em quatro vertentes, social, laboral, pedagógica e espiritual, na qual os pacientes estão incluídos em diversos programas enquanto estão internados, desde terapia grupal, espiritual e elaboração de projeto de vida para quando voltarem a vida normal saibam qual rumo a seguir.

Entrevistado pela CAP-GB, Pastor Domingos exprimiu enumeras dificuldades que o Centro se depara, sobretudo em termos de comedoria e a superlotação do espaço.

“Não temos condições, e em termos de alojamento necessitamos de móveis, como cama e espumas para os pacientes. E o próprio estabelecimento não tem segurança por falta de vedação, por vezes a falta de segurança faz com que parentes dos doentes em estado crítico arranjam correntes para evitar fugas ou agressão enquanto estão em tratamento“, disse Domingos.

De reforçar que, cada paciente paga um valor mensal de cerca de 60.000 Fcfa incluindo comedoria e aquisição de medicamentos, muitas vezes há famílias que não têm condições de pagar esse valor daí contribuem num valor simbólico.

além dos honorários, recebemos apoios de alguns familiares com produtos alimentares, e também temos os nossos parceiros por parte da Igreja Católica, Governo através do Ministério da Justiça, Ministério do Interior, Ministério da Mulher, família e solidariedade social, Ministério de saúde Pública e ocasionalmente associações juvenis”, contou.

Segundo o administrador do Centro, cada ano recebem mais de 100 pacientes, mensalmente 10 a 15 pessoas, na sua maioria jovens, e atendem de 14 a 56 anos maior parte sexo masculino.

Por outro lado, referiu a presença das mulheres com patologia bipolar, stress pós parto, alcoolismo, tababa e drogas.

“Algumas dessas mulheres já restabelecidas e são abandonadas pelas suas famílias é que recrutamos para ajudar na cozinha no entanto recebem algum incentivo“, lamentou.

Para o Pastor, é muito difícil contratar alguém de fora para preparar comidas e conviver com pessoas que padecem de transtornos porque precisam de cuidados especiais e nem todas têm sensibilidade para isso.

Apela quem de boa vontade a dar mão à este estabelecimento, em particular o estado da Guiné-Bissau.

E aconselha aos jovens, a evitarem o consumo de álcool, tabaco e outros produtos tóxicos.

De acordo com a OMS, a prevenção do sofrimento mental entre adolescentes e jovens adultos é importante e começa com o conhecimento e compreensão dos primeiros sinais de alerta, que indicam transtornos mentais.

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