Dia mundial da liberdade de imprensa: Sinjotecs preocupado com fenómeno “jornalista militante”

Por: Laércia Valeriana Insali

O sindicato dos jornalistas e técnicos de comunicação social, realizou esta terça-feira 03/05/2022 uma jornada de reflexão sobre a liberdade de imprensa e jornalismo digital na Guine Bissau, alusivo ao dia mundial da liberdade de imprensa.

O objetivo é chamar atenção para o valor e papel essenciais de uma imprensa livre e independente. Com o tema deste ano em destaque, liberdade de imprensa e jornalismo digital como esta nova feramenta pode contribuir com ideias e iniciativas para que, em benefício de toda a sociedade, buscando garantir um ambiente de trabalho seguro em todas as suas etapas para toda a imprensa, num momento marcado com discrepâncias enormes acrescida com aparecimento de novas organizações no setor agudizando mais o desentendimento e disputas entre os profissionais.

Para a presidente do sinjotecs, esta data incentiva a defesa da liberdade dos jornalistas no exercício das suas funções e promoção de trocas de ideias de forma a reduzir ataques a estes profissionais.

“A luta politica que se vive tem estado a prejudicar a classe jornalística, e o mais preocupante é que os jornalistas são vistos como inimigos do poder”, Sublinhou. Ainda segundo a sua comunicação, a liberdade de imprensa no país continua a ser ameaçada, onde os jornalistas e profissionais de comunicação sentem medo de exercer suas funções dentro do padrão recomendado.

Sob outra perspetiva, Indira Correia Balde manifestou sua preocupação face ao aumento do fenómeno “jornalista militante”, na qual considera a atitude de descredibilização a pessoa enquanto fazedor da opinião e apela que os jornalistas sejam comprometidos com o país, lei da imprensa e código deontológico profissional, e não com indivíduos ou grupos.

Sobre a nova era do jornalismo que é digital, Indira Baldé acredita que a nova técnologia democratizou o acesso as informações e criou vários desafios aos Mídias tradicionais, contudo, as informações que muitas vezes oferece aos públicos são falsas e suscetíveis de criar conflitos, mas o papel dos jornalistas é de despertar a consciencia dos cidadãos.

Por fim, pede ao governo que aprove a lei da imprensa digital, que se crie condições para o livre exercício do jornalismo no país e que sejam parceiros na divulgação de políticas públicas.

Por outro lado, presidente do conselho nacional de comunicação social, Domingos Meta Camara, na mesma linha com a presidente de sinjotecs, foi alêm dizendo que o dia da liberdade de imprensa serve para sensibilizar os líderes políticos e sociedade em geral para a defesa de uma imprensa livre, e apela nesta data importante que os profissionais lutem pela sua liberdade em torno de um eixo, porque a união faz a força.

A cerimónia contou com a presença de representante da embaixada de Portugal, representante da UEMOA, da Média Foundation for West Africa e profissionais da comunicação social e jornalistas. Salientar que, data foi instituída pela organização das nações unidas para educação, cultura e ciência, no ano 1993 em defesa de um jornalismo sem censura e livre de ataques violentos.

Autor: CAP-GB

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