Crise de gasolina origina filas de carros nas bombas e congestionamento de trânsito em Bissau

A crise da gasolina nas bombas da Petromar, participada pela Galp, está a provocar filas enormes de carros e congestionamento de trânsito no centro da capital da Guiné-Bissau, onde, desde domingo, alguns motoristas tentam abastecer, sem sucesso.

Dezenas de carros fazem filas nas bombas da Petromar, detida em 80% pela Galp, as únicas que ainda vendem a gasolina em Bissau, onde as forças de ordem foram chamadas para manter a calma das pessoas em cólera.

Alguns proprietários de carros admitem ter pernoitado na fila na esperança de hoje adquirirem a gasolina que as outras bombas deixaram de comercializar desde a semana passada.

Numa das bombas no centro de Bissau a expectativa era enorme quando um camião-cisterna da Galp estava a encher os depósitos subterrâneos perante a atenção das forças de ordem, que tentavam impedir que os clientes furassem as filas.

Vários clientes estavam munidos de garrafões na esperança de comprar e guardar a gasolina que, disseram à Lusa, temem que escasseie de vez na Guiné-Bissau.

Mesmo com o calor que se fazia sentir, as pessoas com os garrafões preferiram aguardar de pé ao redor da bomba e outras dentro dos respetivos carros.

A crise da gasolina também está a dificultar a vida aos proprietários de veículos a diesel, já que não conseguem aceder às bombas para se abastecerem, dado as longas filas, disseram alguns Lusa.

Fontes do Governo precisaram à Lusa que não se trata de falta de gasolina no país, mas de uma situação provocada pela avalanche às bombas da Petromar, única empresa que neste momento dispõe de combustíveis de revenda ao público e às outras empresas.

As mesmas fontes explicaram que várias empresas “preferiram comprar à Petromar” em vez de importar via terrestre. A Petromar importa os combustíveis em navios a partir de Portugal.

“A maioria de empresas que quer agora comprar na Petromar deve ao fisco e, com o aperto do Governo, decidiram parar de importar, mas querem continuar a vender, daí todo este congestionamento nas bombas da Petromar”, notou uma fonte do Governo.

As mesmas fontes do Governo admitiram que toda esta situação vai motivar a que seja actualizado o preço dos combustíveis na Guiné-Bissau, o que, frisaram, poderá acontecer ainda no decurso desta semana.

O gasóleo de venda ao público custa neste momento na Guiné-Bissau 665 francos CFA (um euro) por litro e a gasolina passou, nos últimos dias, de 668 francos CFA/litro para 700 francos CFA (1,52 euros) nas bombas da Petromar.

LUSA

Autor: CAP-GB

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