Covid-19: Marrocos junta-se ao círculo dos países africanos produtores de vacinas

Depois do Senegal, Argélia, Egipto e Nigéria, que pretendem produzir localmente vacinas contra o coronavírus, é o Marrocos que se entra no baile. O reino dos Cherifes acaba de obter o aval da China para produzir localmente as vacinas sinopharme.

Neste sentido, um memorando de cooperação entre o reino e o grupo farmacêutico chinês Sinopharm foi assinado na segunda-feira 5 de Julho durante uma cerimónia presidida pelo rei Mohammed VI, de acordo com a agência noticiosa marroquina (MAP).

Para um investimento global de 421 milhões de euros, Marrocos terá de produzir 5 milhões de doses de vacinas por mês. A data de início da produção não foi especificada, mas terá lugar num futuro próximo, de acordo com o MAP.

Para fazer face à pandemia do coronavírus, muitos países africanos apoiados por doadores querem obter patentes e produzir vacinas localmente. Para tal, a União Africana (UA) lançou a iniciativa “Partnership for African Vaccine Manufacturing” (PAVM), com o objectivo de criar cinco centros de investigação e fabrico de vacinas no continente.

Este projecto será apoiado por vários doadores, incluindo o banco pan-africano Afreximbank e a Africa Finance Corporation, uma instituição financeira pan-africana. Dentro de 10 a 15 anos, estes cinco centros de investigação e fabrico de vacinas serão desenvolvidos em cada uma das cinco principais regiões do continente (África do Norte, África Ocidental, África Central, África Austral, África Oriental).

Vale relembrar que, a Organização Mundial de Saúde (OMS) África lamentou em Abril passado que dos 690 milhões de doses de vacina Covid-19 administradas em todo o mundo, apenas 2% foram entregues ao continente.

Autor: CAP-GB

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