COVID-19: BCEAO anuncia medidas excepcionais.

Desde o início de 2020, o mundo tem enfrentado uma grave crise sanitária marcada pela rápida propagação da pandemia de Covid-19. Esta pandemia resultou em uma alta perda de vidas. Além disso, tem graves consequências para a actividade económica e financeira global.

Tendo em conta o impacto negativo que esta crise poderá ter no sistema bancário e no financiamento da actividade económica na União, o Banco Central, que acompanha com a maior atenção o desenvolvimento da pandemia, decidiu :

1. aumentar os recursos disponibilizados aos bancos, a fim de lhes permitir manter e aumentar o financiamento da economia. Neste contexto, foi feito um aumento inicial de 340 mil milhões no montante que o Banco Central concede aos bancos todas as semanas, elevando-o para 4 750 mil milhões;

2. alargar o âmbito dos mecanismos disponíveis para os bancos acederem ao refinanciamento do Banco Central. Neste contexto, o BCEAO tomou a iniciativa de listar 1.700 empresas privadas cujas contas não foram previamente aceites na sua carteira. Esta acção permitirá aos bancos acederem a recursos adicionais de 1,050 mil milhões e às empresas em causa negociar e beneficiar de melhores condições para os seus empréstimos;

3. afectar 25 mil milhões ao fundo de subsídios do Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BAD) para que este possa conceder uma bonificação de juros e aumentar o montante dos empréstimos concessionais que concederá aos Estados para financiar investimentos urgentes e despesas de equipamento no contexto da luta contra a pandemia;

4. lembrar e sensibilizar os bancos sobre a utilização dos recursos disponíveis na janela especial para refinanciamento de créditos concedidos a pequenas e médias empresas (PME). Esta janela, sem limite máximo, foi criada no âmbito do mecanismo criado pelo BCEAO em acordo com os bancos e os Estados para promover o financiamento das PME/PMI na União;

5. criar, com o sistema bancário, um enquadramento adequado para apoiar as empresas afectadas pelas consequências da pandemia e que encontram dificuldades no reembolso dos empréstimos que lhes são concedidos. O BCEAO solicitará aos bancos que concedam extensões adequadas dos prazos de vencimento, em particular às PME/PMI;

6. conduzir negociações com empresas emissoras de dinheiro electrónico com vista a reduzir os custos de transacção e incentivar a população a fazer maior uso dos meios de pagamento digitais, a fim de melhor limitar os contactos e as viagens ;

7. fornecer aos bancos a quantidade e qualidade suficientes de notas de banco para lhes permitir assegurar o funcionamento satisfatório dos caixas automáticos (ATM);

8. organizar, se necessário, o reescalonamento do calendário de emissão de títulos públicos no mercado financeiro regional.

O Banco Central reafirma a sua determinação em tomar quaisquer outras medidas que se revelem necessárias, no âmbito da sua missão, para contrariar os efeitos adversos da pandemia da Covid-19 sobre as economias da União.

O Governador do BCEAO

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