Comunicação social: 16 meses sem salário profissionais exigem conclusão imediata do processo da efetivação

Domingos Tiago exige a conclusão imediata do processo de efetivação que foi iniciada através de um concurso público.

Por: Martinho Mendes

O Sindicato dos profissionais dos órgãos público de comunicação social exige do Governo, o pagamento de dezasseis meses de salários em atraso e a conclusão imediata do processo da efetivação do concurso público iniciada a mais de 14 meses ou seja desde setembro de 2020.

A posição da organização foi transmitida na voz do seu presidente esta terça-feira, 23-11-2021, em conferência de imprensa promovida na casa dos direitos em Bissau para descrever a situação difícil em que se encontra os seus associados.

Na ocasião, Domingos Tiago reclamou a assinatura de acordo de prestação de serviços entre o governo e órgãos de comunicação social público lembrando que, os órgão públicos guineense carecem de um orçamento próprio e as demandas que não correspondem com a capacidade em termos de funcionamento.

Perante esta realidade, Domingos Tiago exige a conclusão imediata do processo de efetivação que foi iniciada através de um concurso público, o pagamento de dezasseis meses de salários em atraso, a atualização das letras da tabela salarial em vigor na função pública dos funcionários efetivos das diferentes órgãos públicos e a assinatura imediata de acordo de prestação de serviço público.

O sindicalista afirmou por outro lado que, os funcionários afetos aos órgãos públicos de informação são os mais injustiçados da função pública guineense no que diz respeito às promoções de acordo com a Lei, salientou que há profissionais com mais de 30 anos sem no mínimo terem progredido uma única vez na carreira.

O jornalista explica que, a taxa audiovisual que seria destinado apenas a Televisão da Guiné-Bissau (TGB) e a Radio Difusão Nacional (RDN) que nunca foi cobrado até Agosto de 2021, passando a incluir o Jornal Nô Pintcha, Agência Nacional da Guiné e a Empresa da Eletricidade Água da Guiné-Bissau (EAGB).

Segundo Domingos Tiago as taxas de audiovisual cujo o seu pagamento iniciou em Agosto passado até aqui nenhum órgão público terá beneficiado das referidas taxas e exorta o executivo a solucionar o assunto.

Mais de 80 por cento dos funcionários afetos aos órgãos de comunicação social público estão em regime de contrato, com um processo de efetivação ainda por definir que remonta de ano 2010 e não tem sido concluído pelos sucessivos governos.

Tiago pede mais uma vez a intervenção do chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló no processo lembrando-o que os bons ofícios que este tem dado não tiveram efeito.

De referir que, desde 2020, o governo decidiu afetar cem vagas ao ministério de comunicação social para efetivação do pessoal em condição de contratados que até então não chegou a sua fase de conclusão.

Autor: CAP-GB

Partilhe este artigo

cap gb o amanha começa aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subscreva email noticias cap-gb

capgb info email seja assinante: