CEDEAO: o que há entre Presidente Sissoco e CONDÉ

Os patins altamente controlados do Embalo contra os seus pares e “pais”

A vingança é um prato que se come melhor frio, como se costuma dizer. Ao declarar abruptamente, no meio de uma reunião de crise dos Chefes de Estado da CEDEAO sobre a situação no Mali, que “os presidentes que cumprem um terceiro mandato estão também a encenar um golpe de Estado, Umaro Sissoco Embalo, que tem muita coragem, foi um verdadeiro golpe de Estado. E estabeleceu muitas pontuações no processo. Os dois principais alvos do Bissau-Guineense combativo são claramente Alfa Condé e Alassane Ouattara. Ao chefe de estado guineense, Embalo culpa muitas coisas. Quando era Primeiro-Ministro, Alpha Condé foi nomeado mediador na longa crise política que assolou a Guiné Bissau. Embalo sempre considerou que foi Condé que ficou com a cabeça no Gabinete do Primeiro Ministro. No entanto, numa vida anterior, os dois homens já se viam há muito tempo. Mais precisamente com um certo Blaise Compaoré em Ouagadougou, durante muito tempo entre futuros golpistas, rebeldes que fomentam golpes e outros opositores em busca de subsídios. Na altura, Embalo era um dos missi dominici de Compaoré e Khadafi. Muita água correu debaixo da ponte entre os dois homens, e desde então desenvolveram uma inimizade tenaz, agravada pelo facto de Condé, um dos seus conselheiros especiais ser o Bissau-Guineense Paolo Gomes, antigo alto funcionário do Banco Mundial e antigo candidato presidencial mal sucedido, ter apoiado fortemente o candidato Paigc Domingo Simões Pereira contra Embalo. Durante o impasse político que se seguiu aos disputados resultados das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, Embalo insistiu que Condé fez tudo o que pôde para saborear o seu quadro, com a cumplicidade do Presidente da Comissão da CEDEAO, o marfinense Jean-Claude Kassi Brou, que por acaso é muito próximo de Alassane Ouattara. Assim, neste jogo de dupes que pode ser resumido na velha fórmula “Vou manter um cão longe da sua cadela”, Embalo calculou muito bem a sua jogada e a sua saída da estrada está bem controlada. Acima de tudo, ele sabe que no areópago que foi recolhido, pelo menos uma pessoa estava a beber soro de leite face a esta acusação violenta contra os seus pares que também podem ser seus pais: o nigeriano Buhari. O austero presidente do gigante da África Ocidental tem um carinho especial pelo atípico presidente da Guiné-Bissau, um dos poucos que o consegue fazer rir com lágrimas e que ele considera seu “filho”. E é um segredo aberto que Buhari não apreciou particularmente o passeio de Ouattara pelo franco Cfa ao lado do Presidente francês Emmanuel Macron, que ele vê como um torpedo lançado contra o eco, o projecto para a futura moeda comum da CEDEAO. Até lá, as pessoas eminentes da sub-região, habituadas a jogar sujo num universo abafado, terão de aprender a viver horas difíceis com o imprevisível e imprevisível Embalo que gosta de repetir, ad nauseam, um mantra: “Não existe tal coisa como um país pequeno.

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