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GRITO DE SILÊNCIO

Em tempos que eu não tinha ainda a fala, nem o grito, o que se ouvia nos momentos de sem saída, é o grito de socorro. Hoje, estamos abalados, assustados, com medo e a única coisa que se ouve, é o grito de silêncio.

A palavra ajuda perdeu a cor, porque identifica quem precisa ficar num canto para não fazer o outro ter que pedir.

O grito de silêncio que ecoa nas nossas casas e dentro das nossas almas, vê-se nas nossas faces, em cada olhar e um sorriso forçado disfarçado. Afinal, todos estamos dentro de um medo que só sabemos donde veio e que nem sabemos aonde vá e a que hora.

Nem precisamos mais falar de solidariedade através de apertos de mãos, abraços e beijos. Basta um olhar, notas que é um olhar sincero, sem aquela doze de superioridade e nem de arrogância. Todos já se sentem iguais, porque a maldita doença não escolhe a cor e nem conhece o amor para estar apaixonado e não ferir ninguém. Fere tudo e todos.

As paredes dos nossos quartos tornaram as nossas melhores amigas e confidentes. Já ouviram todas as palavras desse mundo, além dos sussurros dos que não aguentam e choram.

A cada o opor de sol, mil agradecimentos deitam. A cada aurora, enche tantos pedidos com o teor de acabar o dia com benção, a benção que os outros nem têm a certeza por tanta incerteza no quebrar da promessa da natureza.

O grito de silêncio tomou conta da conciência. Tempo, paciência e um não querer que o amanhã chegue e venha com algo novo que não nos alegre assola a nossa vontade de viver e isola a nossa fé em crer no fim da tal.

Não sou a única com medo que amanheça e também não sou a única com a esperança na mudança disto. Que isto, mereça um desprezo no nosso interior e ganhe a atenção do nosso exterior. Tudo o que precisamos, é a força sendo tão fortes quanto uma pedra do nosso lar.

Olhemos pelos cantos e lados, pensemos nas pessoas que amamos e em união, com união, lutarmos.
Embora, as escadas para alcançar ajuda estejam fechadas dentro das palavras de ordens e cada um procurando a língua adequada para falar do seu grito, vamos apreciar as ruas vazias chorando de solidão e ser a fonte da força.

Olhemos para cada grito de silêncio, de uma criança, de uma mulher e de um homem e virarmos os olhares.

Se vem com a morte, vamos empurrá-la com a sorte.

Zaziwe’s pensamentos

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