Antigos feirantes do Mercado central de Bissau contentes com o estado avançado de reconstrução da referida feira

As obras de reconstrução do mercado central de Bissau já se encontram no estado avançado, segundo a constatação feita esta terça-feira, 01 de junho de 2021, pela equipa de reportagem da CAP-GB no terreno.

Ouvidos pela nossa reportagem, os antigos feirantes apesar de não esconderem as suas satisfações, apelaram também que sejam primeiros beneficiários, uma vez que, são vítimas do incêndio que segundo dizem, causou-lhes danos irreparáveis.

̎Há quinze anos aconteceu este incêndio e nós ficámos cá fora e estamos muito mal e ninguém veio nos visitar, nem o governo e nem sequer um Deputado, ficámos como se fôssemos pessoas estranhas e estamos muito mal. Estão a pensar construir dois Supermercados que não existiam na altura, caso for a realidade onde vamos ficar”, questiona.

“̎Peço-lhes para não irem à procura das pessoas que cá não estavam antes do incêndio. Nós somos efetivos deste mercado não ficaria bem se não conseguirmos recuperar os nossos lugares”, defende Maria na Onça

A nossa reportagem constatou também que os feirantes continuam ainda a vender os seus respetivos produtos nas calçadas, dificultando a circulação das pessoas.

̎”Estamos aqui nas calçadas a sofrer muito, perdemos tudo, as nossas pertenças nao foram consumidas pelo fogo como dizem na guerra de 7 de junho, mas, foram transportadas no Barco senegalês, só depois disso é que aconteceu o incêndio”, Disse Molo Seide


“O mercado já se encontra na fase de acabamento, mas não estamos a reconhecer o que estamos a ver, no entanto vamos aguardando. Aqui conhecemo-nos uns aos outros e se assim for vamos ocupar os nossos respetivos lugares, já os restantes poderiam ser ocupados pelos outros”, Asseverou Helena Té

Vista Lateral do mercado

O mercado central foi incendiado pela primeira vez em 1998, devido ao bombardeamentos que ocorreram durante o Conflito Militar de sete de Junho. Mas, com a ajuda dos parceiros de desenvolvimento foi reabilitado, em 1999. E em 2006, foi totalmente destruído por um segundo incêndio e que na altura a corporação de Bombeiros não havia conseguido travar o fogo.

Autor: CAP-GB

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