Alberto Nambeia e Domingos Simões Perreira acusados de manobras maquiavélicas para sabotar o actual Governo

A posição dos veteranos do partido de milho e arroz foi tornada púbica, em conferência de imprensa realizada em Bissau por ibraima Sory Djaló.

Durante, o encontro mantido ontem com os jornalistas, Sory Djaló mostrou-se perplexo com a reunião promovida por dois políticos em Patchi Yala arredores de Binar norte do país, o encontro que contou com a participação de alguns chefias militares activos e os na reserva.

Ainda, o decano do PRS qualificou, Alberto Nambeia, presidente do partido de um ditador, que durante a sua estada a testa do partido veio enriquecendo a custa dos renovadores, transformando o partido numa sociedade privada, bloqueando todos os poderes sob a sua alçada, facto que o motivou a transferir a direcção do partido para sua residência.

Nos últimos tempos o PRS tem mergulhado no clima de desconfiança, calunias e de acusações internas.

A beira da realização do congresso vem a tona as vozes criticas a liderança de Alberto N´buim Nambeia.

O líder dos renovadores é acusado de clientelismo político e nunca se abdicou abrir oportunidades governativas em benefício do proveito próprio, relata os opositores.

Apesar de se aliar a MADEM G-15 e APU-PDGB na nova panorama governativa, os renovadores sentem-se limitados e condicionados dentro da coligação, como relata uma fonte contactada dentro da trincheira partidária.

Quanto a formação do governo, o PRS fala na partilha das pastas que são atribuídas não foram transparente, perante a realidade, intensifica a revolta na direcção superior de partido, alguns acusam líder de ter aplicado as suas tácticas maquiavélicas e pretende quebrar a aliança da actual maioria para se juntar ao PAIGC. 

Depois de ter reunido com o líder do partido libertador e actual líder da oposição, Domingos Simões Pereira, alguns pilares do partido posicionaram contra a intenção de criar uma nova maioria parlamentar.

Agora as coisas parecem estar mais complicadas para o presidente Nambeia, na justa medida em que, já não pode contar com o apoio da esmagadora maioria da cúpula do partido que o associa a comportamentos egoístas altamente prejudiciais aos interesses do partido.

Nesta senda, está em curso a construção de alianças políticas internas que convergem no seu afastamento compulsivo a frente desta formação política, no próximo congresso agendado ainda este ano.

De lado do PAIGC

Entretanto hoje, em colectivo de imprensa, o gabinete de comunicação de PAIGC refutou todas a acusações proferidas por Ibraima Sory Djaló.

A voz é de Muniro Conté, responsável de comunicação do partido pede Sory Djaló a mostrar provas da referida reunião realizada no ultimo final de semana.

Quanto sobre o eventual acordo politico com o PRS, admitiu que o PAIGC está aberto para negociar com todas as forças políticas, interessadas de acabar com a crise sócio política em que se encontra a Guiné-Bissau.

Comunicado de CEMGFA

Sobre o mesmo assunto, chefe de estado-maior general das forças armadas, através do seu departamento de comunicação reafirma que, todos os militares activos e na reserva devem abster de tomar parte nas reuniões e outros actos político-partidário.

A chamada de atenção consta em comunicado de imprensa, datado ontem, do Estado-maior General das Forças Armadas, que a Cap-gb teve acesso ontem.

De acordo com o documento, à luz dos estatutos das forças armadas, o militar cujo comportamento se revele incompatível com a permanência no activo, pela falta de qualidades morais reveladas na prática de actos atentatórios da ética.

Ainda, segundo os regulamentos o prestigio das Forças Armadas transita compulsivamente para a situação de reforma se tiver prestado o tempo mínimo de dez anos de serviço, ou na falta desta condição, será abatido ao quadro, a possibilidade de serem sancionados.

A nota salienta que, a preocupação foi discutida na reunião ordinária do Conselho de chefes de estado-maior, realizada  2ª feira, na qual analisaram-se, entre outros, o comportamento de alguns oficiais que ao longo de tempos têm vindo a participar sucessivamente nas reuniões de carácter político-partidário, violando assim o dever de isenção política, plasmado nas leis da República.

Autor: CAP-GB

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