APU-PDGB: Armando Mango considera que o Estado guineense está ameaçado

Altos dirigentes da Assembleia do Povo Unido Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), reagem esta quinta-feira, 18 de Março de 2021, contra aquilo que consideram de “terror e ameaça contra o Estado guineense”, responsabilizando as atuais autoridades pelos sucessivos raptos, espancamentos e ameaças não só do deputado Marciano Indi, como também dos jornalistas e ativistas.

“Tem que saber quem estão por detrás desse terror. Estado da Guiné-Bissau está mais do que ameaçado, ninguém tem direito de expressar. Marciano é um Deputado, cuja missão é fiscalizar e denunciar democraticamente o que está mal”, sublinha.

Em conferência de imprensa realizada hoje, em Bissau, para reagir as denúncias de nova tentativa de rapto do Deputado Marciano Indi, igualmente líder da bancada parlamentar de APU-PDGB, o vice-presidente do Partido, Armando Mango, exige a demissão em bloco das autoridades atuais, uma vez que segundo ele, as mesmas têm afirmado que desconhecem das sucessivas violações dos direitos humanos ocorridas no país.

“Se as nossas autoridades abdicarem das suas responsabilidades, então, o povo que o elegeu vai ter que defende-lo, essa deve ser a última garantia que o Marciano tem porque dez meses passaram nada se fez e continua a ser ameaçado”, denúncia.

Armando Mango, afirma que Marciano Indi é único Deputado que foi raptado e espancado e disse estranhar o porquê das sucessivas perseguições contra a sua pessoa.

“O Marciano é único deputado que foi raptado e espancado e agora está sendo perseguido de novo. Porque”? Questiona.

“É por isso que responsabilizamos as autoridades atuais da Guiné-Bissau e os presidentes do Movimento para Alternância Democrática MADEM-G15 e do Partido da Renovação Social ( PRS), porque são detentores do poder, entregamos a vida do Marciano Indi a essas pessoas e entidades. Não pode acontecer mais o espancamento do Deputado Marciano Indi”, disse

Questionado sobre a segurança do Deputado, desde o seu último espancamento, Mango, afirma que até o dia 13 do Março em curso, o Deputado não teve nenhuma proteção por parte das autoridades guineenses, contudo manifesta-se estranho uma vez que, segundo disse, há alguns Deputados com proteção das autoridades atuais.

No seu rapto e espancamento, em Maio de 2020, o Deputado Marciano chegou-se a parar na residência do Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, sobre o assunto Armando Mango afirma que desde então o líder do hemiciclo não se dignou em defender o Deputado guineense.

“Engenheiro Cipriano Cassamá foi o primeiro a saber que o Deputado Marciano foi espancado. O que ele fez? O que é que o povo ouviu do Cipriano Cassamá enquanto presidente do parlamento guineense, questiona para de seguida, defender que o parlamento guineense “deveria orgulhar-se em ter Deputado como Marciano Indi”.

“Não podemos tolerar que o Marciano continua a ser ameaçado ao ponto de poder ser espancado novamente. Portanto, exigimos antes de tudo ao presidente da ANP que assuma as suas responsabilidades e sai em defesa do Deputado que tem as suas imunidades e não são cumpridas, ele foi sacado em pleno luz dia e é espancado e nada aconteceu. Isso indigna-nos por isso achamos que o engenheiro é dos responsáveis”, conclui

Já ontem, em conferência de imprensa, foi denunciado que um grupo de Homens fardados com viatura de Polícia de Intervenção Rápida (PIR), estavam nos arredores da casa do Deputado, em Safim, isto numa altura em que passa cerca de 10 meses do seu último rapto e espancamento por pessoas ainda por identificar.

Entretanto, o Ministério do Interior promete reagir sobre o assunto num momento oportuno.

Autor: CAP-GB

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