CEDEAO e uma certa bofetada na cara da democracia

Há já algum tempo que o nosso espaço da África Ocidental enfrenta um sério desafio de ancorar a democracia e isto, segundo uma certa opinião, pelo facto de esta CEDEAO, à qual a comunidade internacional parece confiar tudo, se ter tornado uma organização sindical de Chefes de Estado.

A este ritmo, não é surpreendente ouvir dizer que a única integração que a CEDEAO conseguiu alcançar foi a dos Chefes de Estado para se defenderem e torcerem o pescoço às normas legais para os adaptar à sua vontade!

Do Benin, ao Mali, Togo, Guiné Conacri e Guiné-Bissau, a CEDEAO não tem sido firme no seu respeito pelos princípios democráticos sobre os quais a nossa comunidade de destino pretende construir-se.

Onde quer que as populações tenham conseguido derrotar um regime ditatorial, tem sido por confiarem em si próprias sem a CEDEAO. É o caso do Burkina Faso, onde um regime profundamente enraizado no país com um regimento militar pago pelo Poder foi derrubado pelo determinado povo soberano do Faso.

Hoje, ao ouvirmos os sentimentos sinceros do M5-RFP e as propostas de soluções apresentadas na cimeira extraordinária da CEDEAO, precisamos realmente de nos interrogar sobre o futuro da democracia nesta região da África Ocidental. É portanto fácil compreender porque é que os jovens deste espaço ocupam o primeiro lugar dos migrantes ilegais nas costas europeias.

Na Guine Bissau,um campo de teste diplomatico da CEDEAO em constante luta, um autentico batalha de titãs entre os países fortes do bloco em demostrar seus leaderships, pode citar entre outros Macky Sall Presidente Senegalése Alpha Condé da Guine Conacri com os seus respetivos aliados.

Contudo, este desejo de transformar as cimeiras em laboratórios para soluções adaptadas à satisfação dos seus colegas Chefes de Estado é mais uma razão para lutar por uma verdadeira ancoragem da democracia nos nossos respectivos países da África Ocidental. Foi errado acreditar na democracia? Entre ficar ou migrar ilegalmente, optámos por ficar porque acreditávamos na democracia; nela, acreditamos e nela, vamos continuar a acreditar. A democracia merece ser combatida.

Para os malianos e os guineenses, temos os nossos destinos nas nossas mãos. Manter o silêncio para que a autocracia possa ser estabelecida sobre as cinzas das nossas jovens democracias ou lutar para que as nossas jovens democracias possam renascer das suas cinzas programadas por satraps políticos reptilianos nos negócios. Em qualquer caso, cada geração tem uma missão, a nossa é, entre outras coisas, liderar a luta pela ancoragem democrática.

CapGb-Afriquevission/ Fodé Baldé

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