03 de Agosto: Presidente da República solidário com os Sindicalistas.

O Presidente da República da Guiné-Bissau, General Umaro Sissoko Embaló manifestou esta segunda-feira 03 de Agosto de 2020, total solidariedade para todos os sindicalistas guineenses.

Numa mensagem a Nação alusivo ao dia 03 de Agosto, data que assinala o massacre de Pindjiguite ocorrido no ano 1959, onde marinheiros, estivadores e trabalhadores das docas forma violentamente reprimidos por funcionários colónias, polícia e militares e alguns civis, repressões esta viria a resultar em cinquenta mortos e cerca de uma centena de feridos.

Na ocasião, Sissoko Embalo disse estar solidário com os sindicalistas uma vez que a data assinala a morte dos ” bons filhos da Guiné-Bissau” que em 1959 reivindicavam os seus direitos laborais.

“Como sabemos comemora-se hoje 03 de Agosto dia de luto nacional, os meus votos de solidariedade para todos os trabalhadores. A data assinala a morte dos bons filhos da Guiné-Bissau que em 1959 reivindicavam os seus direitos e em consequência, foram violentamente reprimidos e mortos. Por isso meu nome e do povo da Guiné-Bissau endereçamos a nossa solidariedade para todos os sindicalistas neste dia de dor que ficou memorizado na mente de todos os filhos da Guiné-Bissau “. Disse o Chefe de Estado Sissoko Embaló

Recorde-se que 03 de Agosto de 1959, os trabalhadores de porto de Pindjiguite, em Bissau, organizaram uma greve reivindicando um aumento de salários. Marinheiros, estivadores e trabalhadores das docas, particularmente aqueles que trabalhavam para a Casa Gouveia, um monopólio comercial intermediário do grupo CUF (Companhia União Fabril) foram violentamente reprimidos por funcionários colóniais, polícia e militares, e alguns civís, repressão esta que viria a resultar em 50 mortos e cerca de uma centena de feridos.

 Esta não foi a primeira greve dos funcionários do porto de Bissau, Já em 06 de Março de 1956 houve confrontos entre a polícia e os trabalhadores, nos quais pelos mesmos motivos, organizaram então uma greve. Na altura, porém, apesar de algumas detenções, a violência foi contida e os detidos acabariam por ser libertados por ordem do Governador Mello Alvim.

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